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Com Dilma, País entra em nova fase, diz economista

1 nov 2010 14h47
| atualizado às 14h59
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O economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Rogério Cezar de Souza, disse nesta segunda-feira (1) que espera uma nova fase no desenvolvimento do país com a eleição de Dilma Rousseff a presidente. Segundo ele, a expectativa é de continuidade dos avanços do Governo Lula e do aprofundamento da diminuição da miséria, com melhoria na distribuição de renda, na educação e na saúde. Para ele, o Brasil precisa da novos saltos no seu desenvolvimento.

"A eleição traz novas expectativas e as esperanças se renovam. E a nossa expectativa é que se possa entrar nessa linha de desenvolvimento, que requer o alargamento dos investimentos em educação infraestrutura, ciência e tecnologia", disse.

Ele destaca que em qualquer análise da trajetória dos países desenvolvidos fica claro que todos passaram por esses pontos para chegar ao atual nível de desenvolvimento em seus aspectos mais gerais.

Os demais pontos, na avaliação do economista, estão ligados à gestão dos recursos públicos, como o aumento da poupança e do investimento públicos. Ele destaca ainda o aprofundamento da política de desenvolvimento produtivo e a questão da competitividade sistêmica. "Ou seja, não só a indústria recebendo incentivos para se modernizar, mas o entorno dessa indústria também fazendo com que ela se torne competitiva". Souza defende ainda a reforma tributária e o maior acesso ao crédito e em melhores condições para os produtores nacionais.

A questão externa é outro desafio para o próximo governo, pois o Brasil tem sustentado o crescimento da economia em parte pelo seu consumo interno e, mesmo tendo atravessado a crise iniciada em 2008 com a conta-corrente aparentemente equilibrada, agora enfrenta certa vulnerabilidade ligada ao câmbio e ao déficit em transações correntes.

Outro ponto que merece destaque é o financiamento de longo prazo da economia, principalmente para o setor de infraestrutura. O entrave, segundo ele, é que esse tipo de crédito está muito concentrado nos bancos públicos. Por outro lado, existe a vantagem de Dilma Rousseff conhecer profundamente o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destacou o economista.

"Mesmo com as críticas, sempre pertinentes, isso ajuda bastante, pois ela pode ter uma mão cada vez mais firme para que os investimentos feitos pelo PAC sejam cada vez mais efetivos e gerem aí a eficiência de que a economia brasileira necessita", afirmou.

Para o economista do Iedi, o Estado precisa investir na melhoria da gestão do recursos públicos. "Não é só na questão da transparência, mas tem que ser eficiente nos seus gastos. À medida que ele faz isso, abre uma folga para a poupança pública, que é uma coisa que acho importante. Paralelamente a isso, há mais investimentos públicos", avaliou.

Souza acredita que, se o governo tiver o mesmo tamanho que tem hoje, mas for eficiente no que se refere a gastos, não haverá problema para o próximo governo. "Acho que no primeiro momento é importante ele ser eficiente naquilo que ele faz, taxa de juros, câmbio, e essas coisas todas estão muito ligadas à eficiência dos gastos públicos", disse.

Presidente Lula e a presidente eleita, Dilma Rousseff, comemoram nesta madrugada a vitória no Palácio da Alvorada
Presidente Lula e a presidente eleita, Dilma Rousseff, comemoram nesta madrugada a vitória no Palácio da Alvorada
Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação
Agência Brasil Agência Brasil
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