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Com Dilma, Cuba espera que relações econômicas cresçam

1 nov 2010 17h01
| atualizado às 18h22
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O governo de Cuba saudou nesta segunda-feira (1º) a vitória de Dilma Rousseff (PT) nas eleições do Brasil e informou esperar que com a futura presidente cresçam as relações econômicas e políticas "muito boas" conquistadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"As relações de Cuba com o Brasil são muito boas, tanto no aspecto político quanto no econômico. Esperamos que com a presidente Dilma, que aproveitamos para felicitá-la, continuem se desenvolvendo", disse o ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca.

O ministro destacou que o Brasil investe em diversos projetos em Cuba, como a exploração de petróleo, e ambos os países colaboram na produção de fármacos, vacinas e energia renovável, além de ter um bom intercâmbio comercial.

"Temos parcerias com capital brasileiro, com isso as relações estão se desenvolvendo", explicou Malmierca, em declarações à imprensa na abertura da Feira Internacional de Havana, na qual neste ano as empresas brasileiras têm uma participação importante.

Durante o governo de Lula, velho amigo do ex-presidente Fidel Castro, o Brasil se converteu no segundo maior sócio de Cuba na América Latina, atrás da Venezuela. O comércio bilateral passou de US$ 200 milhões em 2003 a US$ 578 milhões, em 2009.

Em sua última visita a Cuba, em fevereiro, Lula assinou 10 acordos de cooperação e os dois países criaram uma empresa mista para a modernização e ampliação do Porto de Mariel, 50 km a oeste de Havana, para o qual o Brasil concedeu um empréstimo de US$ 300 milhões.

Com 56% dos votos, a economista Dilma Rousseff converteu-se no último domingo na primeira mulher eleita para a presidência do Brasil.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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