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Com apoio do PP, Fortunati tem mais propaganda que PT e PCdoB

12 jun 2012
12h27
atualizado às 12h54
Mauricio Tonetto
Direto de Porto Alegre

A entrada do Partido Progressista (PP) na chapa do atual prefeito de Porto Alegre (RS), José Fortunati (PDT), para a disputa das eleições municipais deste ano, impulsionou o tempo de propaganda do pedetista no rádio e na TV. A coligação, composta também por PMDB, PTB, PPS, PRB, PMN, PTdoB, PRP e PRTB, terá cerca de 8 minutos e 30 segundos, contra 6 minutos e 30 segundos da chapa de Adão Villaverde (PT) e 5 minutos e 30 segundos da coligação de Manuela D'Ávila (PCdoB). Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O atual prefeito de Porto Alegre (RS), José Fortunati (PDT), recebeu apoio do PP e mais tempo de propaganda eleitoral
O atual prefeito de Porto Alegre (RS), José Fortunati (PDT), recebeu apoio do PP e mais tempo de propaganda eleitoral
Foto: Jefferson Bernardes/Preview.com / Divulgação

"O tempo de televisão é importante para qualquer candidato e para os quadros do PP. Isso, logicamente, será um benefício político e administrativo muito grande para nossa coligação", afirmou o presidente do PP no Rio Grande do Sul, Celso Bernardi. O diretório municipal da legenda confirmou oficialmente na última segunda-feira o apoio à candidatura de Fortunati, em votação secreta, por 63 a 44, superando o grupo que desejava Manuela D'Ávila.

Se o PP fechasse com a deputada federal, o tempo de Fortunati cairia para cerca de 7 minutos e o da comunista subiria para 7 minutos, deixando a disputa equilibrada com Adão Villaverde. Manuela D'Ávila reconhece que os números favorecem o atual prefeito, mas entende que fará bom uso do seu tempo. Na convenção que definirá a candidatura, ela deve receber apoio do PSB e coligar-se com PSC e PSD.

"Evidentemente que o cenário facilita o prefeito, como facilitou a ele o uso da máquina pública no período pré-eleitoral e a promessa de cargos de confiança. Mas nós temos um bom tempo, que certamente será suficiente para apresentar nossas propostas e mostrar aos porto-alegrenses porque chegaremos ao segundo turno. Aí, teremos tempo igual", disse a deputada federal.

O PP gaúcho viveu uma novela para escolher se apoiaria Fortunati ou Manuela. De um lado, a ala mais conservadora do partido, liderada pela bancada de vereadores, decidiu apoiar o prefeito para reforçar a ideia de unidade da base atual. Do outro, um grupo coordenado pela senadora Ana Amélia Lemos, atualmente a grande liderança do PP, queria a coligação com a deputada federal, alegando fortalecimento do partido e busca por protagonismo. No dia 5, os dois pré-candidatos apresentaram seus programas de governo aos filiados do PP para ajudar na decisão.

Ana Amélia Lemos criticou a decisão, dizendo que "se me preocupar com a ala conservadora do partido, não estarei em sintonia com o século 21". "Meu eleitorado, a maioria jovens, está antenado na rede social. Muitos votaram sem saber qual sigla eu defendia e alguns disseram que não me escolheriam por ser de um partido conservador. A população não está preocupada com ideologia, o que vale é a eficiência", afirmou.

PT aposta na propaganda para reverter pesquisas
Em quarto lugar (5,7%) na última pesquisa divulgada pelo Instituto Methodus, em 24 de maio, Villaverde aposta na tradição do PT, que governou Porto Alegre por 16 anos, e na propaganda para chegar ao segundo turno.

"Eu não tenho dúvida que o melhor momento para apresentarmos por completo nossa proposta, ousada e inovadora, vai ser no momento eleitoral, quando as candidaturas forem oficializadas. A nossa candidatura é colada nas experiências que temos no Brasil, que cresce e se desenvolve como nunca, e também no Rio Grande do Sul, que avança com o governador Tarso Genro (PT)", disse ele.

"Hoje existem outras aliança políticas e a presença de outras forças. Mas o potencial eleitoral do PT, que oscila até 30%, continua presente. A combinação disso com nossa história e projeto para a cidade nos coloca na disputa", completou.

DEM e PSDB indecisos
O Democratas apresentou a pré-candidatura do deputado estadual Paulo Borges e o PSDB a do deputado federal Nelson Marchezan Jr. à prefeitura de Porto Alegre. Os dois partidos de centro-direita ainda não definiram se vão mesmo com candidaturas individuais ou se unem para a disputa. Caso DEM e PSDB optem pela coligação, eles terão um tempo de propaganda de quase 6 minutos.

Ontem, Fortunati se reuniu com lideranças do DEM para atrair a sigla e ouviu do deputado federal Onyx Lorenzoni que a decisão sai na próxima segunda-feira: "Está aberto o diálogo em nome do futuro de Porto Alegre. A cidade está em boas mãos, com Fortunati." De acordo com o TSE, Roberto Robaina (Psol) e Érico Correa (PSTU) devem ter 1 minutos e 30 segundos cada durante a campanha. As legendas têm até o dia 30 de junho para oficializar as candidaturas junto à Justiça Eleitoral.

Os números do TSE
A Lei nº 9.504/97 determina que os horários reservados à propaganda de cada eleição sejam baseados em dois critérios. O primeiro estipula que um terço do tempo (10 minutos) deve ser dividido igualitariamente entre todos os candidatos; o segundo, que os 20 minutos restantes sejam proporcionais ao número de representantes dos partidos na Câmara dos Deputados, considerado, no caso de coligação, o resultado da soma do número de representantes de todos os partidos políticos que a integrarem.

Fonte: Terra

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