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Cientista político: "PSB e Marina serão peças-chave em 2014"

1 nov 2010 13h37
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O cientista político Fernando Abrucio (FGV) afirmou nesta segunda-feira (1), em entrevista ao Terra TV, que o PSB e Marina Silva (PV) saem fortalecidos das eleições de 2010 e que têm peso relevante no cenário político nacional para decidir o próximo quadro presidencial.

Criticando a postura do PSDB, que vem indicando seguidamente candidatos paulistas para as eleições presidenciais, Abrucio disse que os partidos devem procurar uma ampla aliança para viabilizar a votação nacional de seus candidatos.

"O PSB e a Marina terão muita força em 2014. Eles serão pechas-chave", disse o cientista político. "O eleitor mineiro acha que o PSDB tirou a vez de Minas. Eles têm que ter um candidato dois anos antes. Tem que fazer primárias. Como não fizeram, ficou um processo muito centrado, muito paulista", completou. "Não perceberam (PSDB) que uma das reações dessa derrota (de Serra) está vinculada a uma parte do Centro-Sul e uma cara muito paulista. (O PSDB) precisa ter uma visão mais nacional."

Abrucio também destacou que a eleição de Dilma Rousseff coloca pela primeira vez na história do País uma vitória de um plano político, centrado nos efeitos do governo Lula, ao invés de uma vitória pessoal. "Desta vez, foi eleito um projeto, mais que uma pessoa."

Para o próximo governo, o cientista política aponta que a presidente eleita não deve tentar se diferenciar de Lula logo no início do mandato e que a diminuição dos cargos por indicação será fundamental para o combate à corrupção.

"Acho que o melhor para ela é, primeiro, mostrar que ela é a continuidade. Se ela tentar colocar logo de cara sua marca, ela não conseguirá. Dado que ela vem de Minas, ela tem que ter muita cautela, paciência."

Sobre a relação entre Lula e imprensa, Abrucio disse que não há qualquer perigo à liberdade de expressão no mandato de Dilma Rousseff, mas que a própria imprensa deve repensar seu comportamento.

"O que ocorreu foram exageros em terminologias em relação à imprensa, mas a imprensa também cometeu erros e ela tem que rediscutir seu papel", explicou.

"Eu acho que a imprensa é fundamental para a democracia. Mas acho que houve abusos em um ou outro órgão de imprensa. Isso não é bom para a imprensa", afirmou. "A imprensa também saiu chamuscada para eleitores, internautas. Acho que a imprensa deveria fazer pesquisas de opinião sobre ela mesma. Ela tem que melhorar."

Fonte: Terra
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