atualizado às 17h09

Caso Paulo Preto: "acusações são falsas", diz Serra

Em visita à basílica de Nossa Senhora da Aparecida, Serra defendeu Paulo Preto: "a acusação é injusta" Foto: Léo Pinheiro  / Futura Press
Em visita à basílica de Nossa Senhora da Aparecida, Serra defendeu Paulo Preto: "a acusação é injusta"
Foto: Léo Pinheiro / Futura Press
 
Marcela Rocha
Direto de Aparecida

Após participar da missa de encerramento às comemorações de Nossa Senhora da Aparecida, nesta terça-feira (12), o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, concedeu uma entrevista coletiva à imprensa e afirmou ser "absolutamente falso" o que disse sua oponente Dilma Rousseff (PT) a respeito de uma suposta apropriação de R$ 4 milhões pelo ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. No debate da TV Bandeirantes, realizado no último domingo (10), a petista afirmou que o montante deveria ter sido entregue à campanha tucana e não foi.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, publicada nesta terça-feira, Paulo Vieira pediu que Dilma apresente provas contra ele e cobrou de Serra uma defesa sobre as acusações. O ex-diretor de engenharia da Dersa deu, segundo o jornal, um recado para antigos companheiros: "não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro".

No início da tarde desta terça, Serra alegou que Paulo nunca trabalhou na arrecadação de verba para financiar a campanha e desmentiu a matéria da revista Istoé, onde o engenheiro era acusado de ter procurado empresários e pedido colaboração para a campanha, para depois sumir com o dinheiro.

O tucano garante que "em absoluto, não houve nada parecido". Ele também afirmou que a acusação contra o ex-diretor é "injusta" e assegurou não ter havido nenhum desvio por parte de ninguém em sua campanha. "Isso tinha sido uma bobagem que saiu numa reportagem de uma revista, inclusive, tratando Paulo Souza de maneira preconceituosa, com um apelido preconceituoso", afirmou, dizendo ainda que "só sabia que o engenheiro era muito competente e que nunca ouviu nenhuma acusação contra ele".

Questionado sobre o tom de ameaça da entrevista de Paulo à Folha de São Paulo, Serra respondeu: "acho curioso dar para esse fato uma importância que, de fato, ele não tem". O candidato se esquivou das perguntas relacionadas a esse assunto e afirmou que não leu a entrevista. As respostas eram substituídas por ataques às afirmações de Dilma no debate. "Eu fico curioso porque a preocupação de Dilma Rousseff é com problemas internos da nossa campanha, enquanto a nossa preocupação com desvios é na Casa Civil, com o dinheiro público dos contribuintes", disse o tucano. Em outra oportunidade, afirmou: "isso é fantasia pura e falta de assunto por parte da candidata (Dilma)".

Sobre o fato de não ter rebatido a acusação no debate de domingo, Serra se explicou: "a candidata colocou isso no final de uma resposta dela (da tréplica) e eu não tinha, no momento seguinte, a palavra para falar".

CerimôniaO tucano recebeu recepção calorosa dos fiéis em Aparecida. Serra estava acompanhado de sua esposa, Monica Allende, de seu vice, Índio da Costa, do governador eleito de São paulo, Geraldo Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab. Cerca de 35 mil cristãos, segundo a organização do evento, participaram da missa.

Serra aproveitou a oportunidade para reforçar seus "valores" éticos e morais. No "Dia das Crianças", o tucano destacou o valor que dá às crianças. "Desde sua concepção", pontuou, em relação à recente polêmica que assombra sua adversária a respeito da descriminalização do aborto.

Terra Magazine