- Juliana Prado
- Direto de Belo Horizonte
O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou, no início da tarde desta segunda-feira (4), em Belo Horizonte, que a campanha do presidenciável tucano José Serra, a partir de agora, tem "outra lógica". Isso porque o tempo de TV do candidato no segundo turno será igual ao da sua adversária, Dilma Rousseff (PT). Ele disse também não temer que Serra repita o seu desempenho de 2006, quando, disputando a presidência pelo PSDB, perdeu votos no segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Alckmin acredita que, sem o presidente na corrida eleitoral, o cenário fica muito mais favorável para o tucano, não apenas pelo carisma e alta popularidade de Lula. "O presidente da República não é candidato. Uma reeleição é quase um mandato de oito anos. É muito difícil alguém perder uma reeleição. O próprio Fernando Henrique, contra o Lula, não teve nem segundo turno".
De passagem por Belo Horizonte, onde esteve no velório do pai do senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), ele disse acreditar que Serra deve crescer muito a partir de agora. Alckmin aposta todas as fichas na terceira força representada pelo eleitorado da candidata derrotada, Marina Silva (PV).
Ainda vestido com a gravata verde com a qual amanheceu o dia em São Paulo, o governador eleito alegou que o mandato de Serra no governo do Estado o credencia para se aproximar das propostas ambientais de Marina. "Nós temos uma legislação sobre mudanças climáticas que é a mais avançada do Brasil".
Quase em casa
Geraldo Alckmin fez questão de mostrar estar à vontade no ninho tucano mineiro. Para isso, lembrou, por exemplo, que em um dos seus programas eleitorais na campanha, chegou, de São Paulo, a pedir votos para Antonio Anastasia (PSDB), o candidato de Aécio ao governo de Minas, eleito no primeiro turno.
Apesar de o gesto, a princípio, causar estranheza, ele justificou que fez isso para se dirigir ao eleitor mineiro que mora no Estado de São Paulo. Pessoas que, segundo ele, não tinham acesso aos programas em seu estado de origem.
Para Alckmin, os aliados mineiros serão fundamentais na campanha de Serra. "Temos um trio muito forte em Minas - Aécio, Anastasia e Itamar (Franco, eleito senador) - e uma enorme aliança liderada pelo Aécio".

