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ONG acusa Globo de crime eleitoral por cobertura do mensalão

25 out 2012 18h01
| atualizado às 18h18
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A Organização Não Governamental (ONG) Movimento dos Sem Mídia entrará com uma representação na Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) e no Ministério das Comunicações contra a Rede Globo para tentar cassar a concessão da emissora.

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A ONG acusa a Rede Globo de violar a Lei Eleitoral e tentar influenciar no resultado das eleições municipais deste ano através da cobertura jornalística, em especial do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em seu principal telejornal, o Jornal Nacional (JN).

De acordo com uma publicação no blog do presidente da ONG, Eduardo Guimarães, o "objetivo de interferir no pleito do próximo domingo em prejuízo do Partido dos Trabalhadores e dos outros partidos aliados que figuram na Ação Penal 470, vem sendo escancarado", o que teria motivado a ação.

"A ilegalidade é absolutamente clara", afirma Guimarães antes de apresentar trechos da Lei Eleitoral para tentar basear suas acusações.

O texto ainda traz trecho de uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, da última quarta-feira, que traz um balanço da cobertura do Jornal Nacional de terça-feira. Segundo a matéria, 18 dos 32 minutos do tempo do programa foram usados para abordar o julgamento do mensalão.

"Há, ainda, um agravante. O assunto foi ao ar no JN imediatamente após o fim do horário eleitoral, que, em São Paulo, foi encerrado com o programa de Fernando Haddad. E tem sido assim desde que começou o segundo turno - o noticiário do mensalão é apresentado pelo telejornal sempre 'colado' ao fim do horário eleitoral", acusa o presidente da ONG.

O Terra procurou a Rede Globo e aguarda um posicionamento da emissora sobre o assunto.

Fonte: Terra
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