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Eleição no PT escolhe presidente do partido e dos diretórios

22 nov 2009
07h33

O Partido dos Trabalhadores (PT) espera o comparecimento de cerca de 1,35 milhão de filiados em todo o País neste domingo para o Processo de Eleição Direta (PED), um pleito que seleciona a Executiva Nacional e os novos presidentes dos diretórios estaduais petistas. A eleição ocorre em mais de quatro mil municípios em todas as unidades da federação. Esta é a quarta vez que o PT escolhe seus dirigentes de forma direta.

O novo presidente do partido terá em suas mãos o desafio de eleger a sucessão do presidente Lula, com a provável candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Também na pauta destas eleições, as alianças partidárias, a relação com os movimentos sociais, com destaque para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e a identidade do partido em meio a denúncias de corrupção.

Desponta como grande favorito o ex-presidente da Petrobras, e da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, que é o candidato do presidente Lula, da Ministra Dilma, de Ricardo Berzoini e de José Dirceu.

Confira o perfil dos candidatos:

Markus Sokol - membro do Diretório Nacional do PT pela corrente "O Trabalho", Sokol, 53 anos, é dono de um dos discursos mais polêmicos desta eleição. Preso e torturado durante a ditadura militar no Brasil, Sokol levanta uma bandeira que faz críticas diretas a políticas do governo Lula. "Sou um candidato que diz claramente que não é chique dar dinheiro ao FMI, nem manter um Meirelles no Banco Central, como tampouco se aliar ao PMDB."

Iriny Lopes - deputada federal, foi indicada para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, tornando-se, assim, a primeira mulher a ocupar a presidência da comissão desde a sua criação. Iriny atua na defesa dos direitos humanos e no desenvolvimento econômico do Espírito Santo.

José Eduardo Cardozo - foi reeleito para o segundo mandato como deputado federal pelo PT de São Paulo em 2006 com 124.409 votos. Desde o início de 2008 ocupa o posto de secretário-geral do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. Professor de Direito Administrativo da PUC/SP e do Marcato Cursos Jurídicos - preparatório para ingresso nas carreiras do Ministério Público e Magistratura, é paulista e tem 48 anos. Mestre e doutorando em direito, é advogado e procurador do município de São Paulo desde 1982. Em 2005, integrou a CPMI dos Correios (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), criada para investigar denúncias de irregularidades de agentes públicos na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Geraldo Magela - Deputado federal pelo DF, Magela foi o primeiro a registrar a candidatura para disputa à presidência Nacional do PT. Ele irá disputar o cargo pela chapa "Movimento: partido para todos" da segunda maior tendência do partido, o Movimento PT que reúne 12 deputados federais. Para o candidato, a unidade petista será fundamental para a construção de alianças partidárias e sociais que levem o PT à vitória política e eleitoral em 2010. Segundo Magela, o maior desafio que o partido enfrentará, no próximo período, é corresponder às expectativas e desejos do povo. "Quero fortalecer o PT para que ele possa ser um alicerce que possibilite a continuidade do trabalho realizado pelo presidente Lula."

José Eduardo Dutra - Dutra foi líder sindical e dirigente nacional da CUT. Ao apresentar seu perfil para a candidatura, ele se posiciona como contrário ao neoliberalismo e às privatizações. Chegou a ser membro do Diretório e da Executiva Nacional do PT. No Legislativo, foi senador e líder da bancada petista na Casa. Dutra afirma que se vê "como um dos principais articuladores da oposição parlamentar no governo FHC". Durante o governo Lula, chegou a presidir a Petrobras e a BR Distribuidora.

Serge Goulart - Membro do Diretório Nacional do Partido, a descrição de Goulart no site do PT destaca a combatividade na defesa das bandeiras históricas do partido, posicionando-o como uma dos principais defensores de uma posição mais esquerdista do PT. Autor de livros como "Devolvam nossa Previdência" e "Racismo e Luta de Classes", Goulart afirma que sua candidatura pretende ser "um ponto de apoio para todos aqueles que acham fundamental o partido virar à esquerda e reatar com o socialismo."

Fonte: Terra
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