0

Dilma vira personagem na 2ª temporada de desenho humorístico

6 dez 2012
14h52
atualizado às 16h49

Dois anos depois de seu último episódio, o desenho animado venezuelano "Isla Presidencial" (Ilha Presidencial) voltou à internet com novas contratações. Entre os novos náufragos, destacam-se a presidente Dilma Rousseff, o presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, e o do México, Enrique Peña Nieto.

Mais de 20 milhões assistiram à 1ª temporada, que cria situações de humor com presidentes presos em uma ilha
Mais de 20 milhões assistiram à 1ª temporada, que cria situações de humor com presidentes presos em uma ilha
Foto: Reprodução / EFE

Mais de 20 milhões de pessoas assistiram à primeira temporada do programa, cuja segunda parte começa nesta quinta-feira com um "episódio eleitoral" no qual os políticos lutarão para se tornarem líderes do grupo, sob slogans como "minha vitória é seu corte", de Rajoy, ou "faço o que Lula faria", de Dilma. A segunda parte terá dez capítulos de cinco minutos que serão transmitidos até abril do ano que vem mensalmente.

Juan Andrés Ravell, um dos criadores do projeto, explicou à Agência Efe que a volta da série demorou porque, apesar de a primeira parte ter sido financiada com seu próprio dinheiro, a produtora PlopTV estava captando recursos para a nova temporada e "o tamanho do público dava um pouquinho de medo". Mas acrescentou: "Se você faz um produto de qualidade, que faz rir e é divertido, podem fazer muito pouco contra você".

Quem trouxe a ilha novamente à tona foi a produtora americana Electus, da atriz colombiana Sofía Vergara, que transmitirá a série pelo canal online para hispânicos Nuevon.

A dupla formada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o boliviano, Evo Morales, dará o que falar nos novos episódios, avisou Ravell, acrescentando que, apesar de Chávez ser uma "fonte infinita de humor", o líder venezuelano não será mais o protagonista. "Já esperamos que Peña Nieto pague os roteiristas da série para que incluam uma trama amorosa com Cristina Kirchner", brinca o autor.

Ravell disse que o objetivo "é fazer rir". "Depois, sempre estamos tentando fazer uma crítica a como os presidentes governam", acrescentou. Segundo ele, as fontes de inspiração da segunda parte do desenho serão os casos de corrupção, o populismo e os episódios de tons folclóricos que aparecem na política latino-americana.

EFE   

compartilhe

publicidade