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'Dilma vai ganhar e continuar cuidando do povo', diz Lula sobre 2014

13 ago 2013
21h30
atualizado às 21h56
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Com cinco corridas presidenciais de experiência, das quais duas foi vencedor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, em Brasília, que a presidente Dilma Rousseff conseguirá se reeleger no ano que vem. A declaração acontece três dias após pesquisa Datafolha apontar uma retomada da popularidade da mandatária, que passou por sua principal crise política desde que começou a comandar a Presidência.
 
“Quando chegar no momento da eleição, ela vai disputar eleição, vai ganhar a eleição e vai continuar cuidando do povo brasileiro”, assegurou o ex-presidente. “Eu não estou preocupado com pesquisa porque falta muito tempo para a campanha. Eu prefiro acreditar no discurso da presidenta de que quem está preocupado com eleição neste momento são as pessoas que estão fazendo oposição, porque ela tem de governar esse País”, afirmou o ex-presidente em outro momento.
 
A pesquisa Datafolha, divulgada no último sábado, apontou uma ligeira recuperação da popularidade da presidente, que viu sua taxa de aprovação desabar em 35 pontos percentuais. O índice dos que consideram o governo ótimo ou bom subiu de 30% no final de junho, no auge dos protestos, para 36%. O ápice da aprovação ocorreu em março, quando 65% consideravam a sua gestão ótima ou boa. Na pesquisa deste mês, o índice dos que julgam o mandato ruim ou péssimo variou de 25% para 22% e aqueles que o consideram regular oscilou de 43% para 42%.
 
Nos cenários de embates, chamou a atenção o quadro de que Lula venceria em primeiro turno no ano que vem - ao contrário de Dilma. Apesar do bom desempenho na pesquisa, o ex-presidente garantiu que não pretende retornar ao cargo. “Eu não sou candidato. Eu já fiz o que eu tinha de fazer. Agora é hora da Dilma fazer”, afirmou.

Lula afirma que respeitará candidatura de Campos 
Lula evitou criticar o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, tido atualmente como aliado, porém apontado como potencial oponente da presidente Dilma Rousseff nas eleições do ano que vem. Para o ex-presidente, Campos não lhe deve favores, mas é preciso “estar juntos”. 
 
“O Eduardo Campos não me deve nenhum favor. Eu sou companheiro do Eduardo Campos e tenho certeza de que ele é meu companheiro. Ele tem maioridade, tem um partido político; portanto não se trata de alguém trair alguém”, disse Lula.
 
“Se o Eduardo Campos quiser ser candidato, ele vai ter o meu respeito. Eu gostaria de conversar com ele. Tenho certeza de que ele vai conversar comigo e acho que nós temos de estar juntos, porque o Brasil precisa que nós estejamos juntos”, acrescentou o ex-presidente.
 
Eduardo Campos ganhou robustez política nas eleições municipais de 2012, quando sua legenda, o PSB, ganhou expressão e derrotou o PT em capitais estratégicas, como Recife e Belo Horizonte. 

Fonte: Terra
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