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Dilma não conhece a palavra impossível, diz nova ministra

31 mar 2010
21h06
atualizado em 15/4/2010 às 09h42

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Ao lado da nova ministra da Casa Civil, Erenice Guerra (esq.), Dilma Rousseff acena ao deixar o Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília
Ao lado da nova ministra da Casa Civil, Erenice Guerra (esq.), Dilma Rousseff acena ao deixar o Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

A nova ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, elogiou nesta quarta-feira sua antecessora, Dilma Rousseff, e disse que para a pré-candidata do PT à Presidência da República não existe nada impossível. Petista como a chefe a quem acompanha desde 2003, Erenice não citou o processo eleitoral, mas disse que Dilma será "vitoriosa" porque não vai em sentido oposto a suas crenças.

"A ministra Dilma não conhece a palavra impossível. Ela sempre fez, ela não sabe que certas coisas são impossíveis, ela faz. Ela me ensinou isso e eu tive a felicidade de desde 2002 conhecê-la e começar a trabalhar com ela. Aprendi muito nesse período, mas aprendi principalmente que não podemos trair nossas próprias crenças, nossos ideais, que temos que permanecer fiéis a eles porque vale a pena. Temos que ser honestos porque vale a pena, trabalhar com seriedade porque vale a pena, porque esse sempre foi o exemplo dela e sei que vale a pena", disse a nova ministra.

Quando secretária-executiva, Erenice Guerra foi apontada como a responsável pela confecção de um suposto dossiê contra o governo Fernando Henrique Cardoso, que reuniria dados considerados confidenciais e privados. No entanto, ela alegou que o material tratava-se apenas de um banco de dados.

"Você (Dilma) será vitoriosa também por causa disso (por não trair crenças), porque você trabalha com seriedade, com honestidade e isso vale a pena. Tenho muito orgulho de estar substituindo a ministra Dilma na Casa Civil", disse.

Sobre a nova gestão, Erenice Guerra disse que "não pretende inventar a roda" e fará tudo para não decepcionar o pré-candidata petista. "A única coisa que posso dizer é que farei tudo o que estiver ao meu alcance para não decepcioná-la, para honrar sua confiança em mim e para continuar esse trabalho que acho que é uma missão, mas é uma missão que nos faz melhores. É um desafio. Eu não vou inventar a roda. Não tenho que inventar a roda. Já tem muita roda aí para tocar e aí vamos tocar essas rodas", afirmou.

Fonte: Redação Terra
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