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Dilma minimiza Datafolha e diz que pesquisa é "momento"

17 abr 2010
15h26
atualizado em 21/4/2010 às 14h39
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Flávia Bemfica
Direto Porto Alegre

As críticas à oposição, o destaque à própria trajetória e às conquistas sociais do governo, além do comprometimento com a geração de emprego e renda marcaram a manifestação da pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, neste sábado no Colégio Rosário, em Porto Alegre, em seu último compromisso público no Rio Grande do Sul, onde ela cumpre roteiro desde a quinta-feira. Apesar da insistência dos jornalistas, Dilma não quis comentar os números da última pesquisa do Datafolha, publicada neste sábado no jornal Folha de S. Paulo , e na qual ela aparece 10 pontos atrás do pré-candidato do PSDB, José Serra. "Não vou falar sobre isso porque vocês já sabem minha opinião sobre as pesquisas. Elas refletem um momento."

Para um auditório lotado com representantes de movimentos sociais e de centrais sindicais, a ex-ministra, que nos dois dias anteriores havia cumprido agenda com empresários em Porto Alegre e em Caxias do Sul (defendendo a reforma tributária, a desoneração fiscal e a política de crédito como incentivo aos investimentos) lembrou de sua atuação durante a ditadura militar e deu um tom emotivo ao discurso. "Vou repetir para vocês aqui: eu não fujo quando a situação fica difícil. Mas não estou me referindo à ditadura." Em seguida, Dilma relatou seu depoimento sobre o tema ao Senado, e a ocasião na qual um senador disse que ela teria mentido. "Eu respondi: senador, diante da tortura, quem não mente e entrega os seus?" Foi ovacionada pelo auditório, que passou a entoar: "Dilma guerreira da pátria brasileira."

A pré-candidata também não poupou críticas aos adversários na eleição. Em alusão clara ao PSDB e seus aliados e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmou que jamais vai pedir que esqueçam o que ela disse, que "não entrega" seu país e que nunca vai compactuar com a visão do Estado "omisso e diminuto." "Vocês jamais me verão transformar o Estado em uma marionete. Também não traio os interesses do povo do nosso país. E há mais uma coisa que me distingue: eu respeito os movimentos sociais." Dilma ainda fez questão de lembrar que adversários já denominaram o Bolsa-Família de bolsa-esmola. "Não quero polemizar, mas considero muito interessante esse novo 'vestido' da oposição. Se achavam nossos programas bons, por que estão há sete anos e meio na oposição?"

Para além das polêmicas sobre as comparações relativas às biografias dos candidatos e às gestões de FHC e Lula, mas também em tom de comício, a pré-candidata se comprometeu com o aumento dos níveis de emprego e com mais melhorias nas condições de vida. "Defendo que democracia é também a capacidade de incorporar 190 milhões, é casa, celular, computador e comida para todos os brasileiros."

Especial para Terra

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