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Dilma exalta política externa e pede reforma em organismos internacionais

17 jun 2013 - 12h55
(atualizado às 14h06)
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Dilma Rousseff cumprimenta o diplomata Bruno Pereira Rezende durante cerimônia de formatura do Instituto Rio Branco, em Brasília
Dilma Rousseff cumprimenta o diplomata Bruno Pereira Rezende durante cerimônia de formatura do Instituto Rio Branco, em Brasília
Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da República / Divulgação

Com críticas veladas à política externa anterior à gestão petista na Presidência da República, a presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que o País ganhou protagonismo internacional na última década mantendo a boa relação com países desenvolvidos, mas sem se esquecer nas nações em desenvolvimento. Para Dilma, a boa relação com as principais economias do mundo não impede que o Brasil tenha personalidade própria em sua política externa.

“O bom relacionamento com esses países não impede, ao contrário do passado, que tenhamos personalidade própria na cena internacional”, disse em discurso durante evento de formatura de diplomatas. “O Brasil ganhou enorme projeção internacional em pouco mais de uma década”, afirmou Dilma, acrescentando o fato de o País ter um assento no G20, principal foro multilateral do planeta.

A presidente citou a criação do bloco das economiasemergentes formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul (Brics), a aproximação com os vizinhos sul-americanos, com as nações africanas e os países árabes. “Todas essas iniciativas não nos afastaram de nenhum dos países desenvolvidos. Por isso temos relação qualificada com a União Europeia e com os Estados Unidos”, afirmou.

O discurso de exaltação à relação Sul-Sul – como é chamada a priorização da política externa aos países em desenvolvimento – é comum no Brasil desde o governo Lula.

A exemplo de outras oportunidades, a presidente mencionou a importância da multilateralismo na resolução de conflitos e impasses internacionais e criticou práticas protecionistas. Ela defendeu ainda a reforma de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Conselho de Segurança da ONU sob o argumento de que a geopolítica global mudou bastante desde a Segunda Guerra Mundial – quando os órgãos foram criados.

Fonte: Terra
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