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Deputados do PT oficializam saída da Comissão de Direitos Humanos

Em ofício, deputados alegam incompatibilidade com o presidente da comissão, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP)

24 abr 2013
22h35
atualizado às 22h35
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Os sete deputados do PT que integram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara - quatro titulares e três suplentes - oficializaram nesta quarta-feira a saída do colegiado. Em ofício entregue ao líder da bancada petista, José Guimarães (CE), os membros da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos (FPDDH) alegaram incompatibilidade com o atual presidente da comissão, o pastor Marco Feliciano (PSC-SP), alvo de protestos por declarações consideradas racistas e homofóbicas.

O documento é assinado pelos deputados Erika Kokay (DF), Nilmário Miranda (MG), Domingos Dutra (MA), Janete Pietá (SP), Padre Ton (RO) e Vicentinho (SP). Nele, os parlamentares solicitam sua retirada da comissão "sem a indicação de substitutos". "Tiramos este encaminhamento partidário para não legitimar as decisões que estão sendo tomadas na comissão, que virou palco de teses fundamentalistas, homofóbicas, preconceituosas, de expressão de ódio às minorias sociais e de ataque à dignidade humana", diz o ofício.

No texto, os deputados também criticam o fechamento das sessões da comissão, medida que "afastou o público" e restringiu a participação popular. Os petistas concluem prometendo priorizar sua atuação na FPDDH, "como espaço alternativo para acolher a sociedade, em especial as minorias".

Ao receber o documento, o líder da bancada petista, José Guimarães, declarou seu apoio à medida, "pela incompatibilidade de convivência democrática na comissão". "A posição está correta. A bancada apoia a retirada e o nosso objetivo agora é fortalecer a Frente, porque o legado da CDH pertence à Casa. E pertence ao PT também, porque o PT foi construtor desse legado. (...) Vou comunicar ao presidente da Casa e à própria comissão", prometeu.

Fonte: Terra
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