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Cunha será ouvido na CPI da Petrobras na próxima quinta

10 mar 2015
10h22
atualizado às 10h34
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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli vão prestar depoimento na CPI da Petrobras na próxima quinta-feira, anunciou nesta terça o presidente da comissão, Hugo Motta (PMDB-PB). Na semana passada, Cunha havia se colocado à disposição para prestar esclarecimentos sobre a abertura de investigação contra ele por suposto envolvimento no esquema de corrupção da estatal.

<p>Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha</p>
Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Na última quinta-feira, antes de divulgada a lista de parlamentares investigados na Lava Jato, Cunha foi à reunião da CPI e discursou aos parlamentares, manifestando vontade de apresentar sua versão dos fatos narrados nas petições da Procuradoria Geral da República (PGR).

O doleiro Alberto Youssef disse, em depoimento de delação premiada, que Cunha usou uma representação na Câmara dos Deputados como forma de pressionar pelo pagamento de propinas ao PMDB referente a um contrato de fornecimento de navios à Petrobras. Diante da pressão, o executivo Julio Camargo, do grupo Toyo Setal, repassou R$ 6 milhões ao suposto operador do PMDB, Fernando Baiano. Cunha nega as acusações.

O deputado Ivan Valente (Psol-SP), que quer ouvir todos os citados na Lava Jato, disse que a CPI deveria definir a data do depoimento de Cunha. "Acho positivo que Eduardo Cunha queira prestar depoimentos, mas acho que a CPI deveria escolher o melhor momento", opinou. Hugo Motta disse que vai atender a todos pedidos de parlamentares que queiram dar sua versão. 

Nesta terça, a CPI vai ouvir o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco. Em depoimento num acordo de delação premiada, ele estimou que o PT recebeu até US$ 200 milhões  por intermédio do tesoureiro João Vaccari Neto. Barusco também disse que começou a receber propina da empresa holandesa SBM Offshore em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. 

 

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Fonte: Terra

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