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Cunha diz que sua inclusão em inquérito da Lava Jato foi "escolha política"

12 mar 2015
13h38
atualizado às 13h38
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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), criticou nesta quinta-feira, em depoimento à CPI da Petrobras, sua inclusão e a de outros parlamentares na lista de investigados da Operação Lava Jato, ao qualificá-la como "escolha política" e uma "piada".

Ainda de acordo com Cunha, os pedidos de abertura de inquérito por parte da Procuradoria Geral da República (PGR) são uma tentativa de "transferir a crise" do Palácio do Planalto para o Congresso.

Cunha negou de forma taxativa sua participação no escândalo de corrupção na Petrobras, leu quase totalmente o texto do pedido de investigação e afirmou que a acusação contra ele e outros parlamentares está repleta de contradições e incorreções.

O presidente da Câmara confirmou conhecer Fernando Baiano - apontado pelo Ministério Público como operador do esquema de corrupção da Petrobras no PMDB -, mas negou ter relação próxima com ele e que o mesmo tenha pagado propina para seu partido, como a PGR apontou.

Cunha alegou que a parte em que é citado no depoimento do doleiro Alberto Youssef não foi confirmada nas delações premiadas de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, e de Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal.

O político explicou que outra justificativa apresentada pela PGR para pedir que ele seja investigado foi o fato de que recebeu doações para campanhas eleitorais de algumas das empresas envolvidas no caso.

"Recebi essas doações, claro que sim, mas foram todas dentro da mais estrita legalidade e todas foram declaradas às autoridades eleitorais", disse Cunha, que entregou documentos sobre o apoio financeiro obtido para suas campanhas.

Segundo a PGR, as doações legais para campanhas políticas foram utilizadas em muitos casos para "disfarçar" o dinheiro da corrupção e eram estipuladas previamente com os empresários que participavam da trama.

EFE   
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