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Política

Copo está meio cheio com viés de alta, diz Dilma sobre pacto após protestos

12 out 2013 - 14h17
(atualizado às 14h17)
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A presidente Dilma anunciou investimentos na obra do metrô e corredores de ônibus em Porto Alegre
A presidente Dilma anunciou investimentos na obra do metrô e corredores de ônibus em Porto Alegre
Foto: Itamar Aguiar / Futura Press

A presidente Dilma Rousseff fez neste sábado um balanço dos cinco pactos lançados após as manifestações ocorridas em várias cidades do País. Para ela, "o copo está meio cheio, com viés de alta". A análise foi feita em Porto Alegre (RS), onde a presidente anunciou investimentos em mobilidade urbana. Melhorias na área são o objetivo de um dos pactos anunciados pelo governo em julho, que também incluem saúde, educação, reforma política e estabilidade econômica.

"É importante o fato de que o Brasil é um dos únicos países em que manifestações não foram demonizadas e colocadas como um inimigo público número 1. Temos escutado e entendido as vozes das ruas e temos avançado. Para nós, há um resultado importante desse processo de pactuação", afirmou, dizendo ainda que a população não apoia o vandalismo.

De acordo com Dilma, o governo federal já tinha investido R$ 90 bilhões em obras de mobilidade, e destinará outros R$ 50 bilhões. "Levamos em conta que o Brasil cresce aceleradamente e as pessoas querem serviços públicos de qualidade, não querem voltar ao passado. Querem avanços", afirmou. 

Ela falou mais uma vez sobre os recursos dos royalties do pré-sal para educação e sobre o programa Mais Médicos para a saúde. "Vamos acelerar cada vez mais os investimentos", garantiu sobre a construção de unidades de pronto-atendimento (UPA) e postos de saúde. 

Em relação à situação econômica, a presidente considerou que o País "honra o pacto pela estabilidade macroeconômica, inflação sob controle e menor relação da dívida". Segundo Dilma, a maioria dos países tem um endividamento muito alto. "Quando se considera o PIB (Produto Interno Bruto), em relação ao conjunto real aportado pela sua economia, nossa relação é de 35%, que é muito baixa, 33,4%, na verdade, mas isso oscila." 

No evento do qual Dilma participou na capital gaúcha, também estavam presentes os ministros do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário; e da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Com informações da Agência Brasil

Fonte: Terra
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