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Conheça Marco Feliciano, que preside a Comissão de Direitos Humanos

O pastor evangélico causou polêmica em 2011, quando publicou declarações polêmicas em seu Twitter sobre africanos e homossexuais

25 mar 2013
18h37
atualizado às 18h52
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O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara desde o dia 7 de março de 2013, é um pastor da igreja Assembleia de Deus. Causou polêmica em 2011, quando publicou declarações polêmicas em seu Twitter sobre africanos e homossexuais. "Sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, Aids, fome... Etc", escreveu.

<p>O parlamentar está em seu primeiro mandato como deputado federal</p>
O parlamentar está em seu primeiro mandato como deputado federal
Foto: José Cruz / Agência Brasil

O parlamentar, que está em seu primeiro mandato, postou ainda, na época, que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição". Em função das mensagens homofóbicas e racistas, ele é alvo de protestos desde que foi indicado para o cargo na comissão.

Feliciano nasceu em 12 de outubro de 1972 em Orlândia, interior de São Paulo. Em seu site, ele se diz "conferencista internacional, pastor, cantor e empresário" e afirma que "teve uma infância humilde e desde muito pequeno precisou trabalhar como vendedor de picolé para ajudar na manutenção da casa". Apesar da origem pobre, ele tem, atualmente, cinco empresas.

Segundo sua assessoria, o deputado se formou em Teologia pela Faculdade de Educação Teológica Lógos (Faetel), em São Paulo, e pela Faculdade de Teologia de Boa Vista (RR) e é doutor em Divinidade/Artes da Teologia pelo International Seminary Hosanna and Bible School, de Pompano Beach, Estados Unidos.

O parlamentar é casado com Edileusa de Castro Silva Feliciano e tem três filhas: Karen, Ketllyn e Kamille. A igreja fundada por Feliciano em Ortolândia tem seis templos. O Ministério Tempo de Avivamento, presidido pelo pastor, engloba instituto tecnológico, rádio, revista, livraria, editora e gravadora.

Com 40 anos, Feliciano começou os cultos com 19. Ele já escreveu 18 livros e gravou CDs e DVDs. Quando se elegeu deputado, em 2010, fez 211 mil votos.

Em sua trajetória como pastor, Feliciano chegou a ser denunciado por estelionato pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em 2009. O processo foi remetido ao Supremo Tribuanl Federal (STF) em razão do foro privilegiado. Na ação, o deputado é acusado de obter para si a vantagem ilícita de R$ 13.362,83 simulando um contrato "para induzir a vítima a depositar a quantia supramencionada na conta bancária fornecida". A defesa do deputado nega a acusação. Segundo o advogado Rafael Novaes, Feliciano foi contratado para fazer uma série de palestras e não pôde comparecer em razão de outros compromissos. Ele teria recebido o dinheiro, mas tentado devolver. Ainda segundo o defensor, os organizadores se recusaram a receber e entraram com a ação na Justiça.

"Não fico em comissão em que povo foi excluído", diz deputado

Quando tomou posse na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Feliciano disse que se baseia na "posição política" de Martin Luther King, pastor americano que venceu o prêmio Nobel da Paz lutando pelos direitos dos negros. "Ele foi um herói, um mártir. E ele tem algo em comum comigo: ele também era pastor. A diferença é que ele viveu um outro século, de outras diferenças, de outras aspirações", disse o deputado.

Feliciano também é contra o projeto de lei que tramita no Senado que criminaliza a homofobia. Segundo ele, a proposta pode causar "perseguição religiosa".

Fonte: Terra

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