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Comissão da Verdade deve apurar somente agentes do Estado

15 mai 2012
09h06

Apesar de integrantes da Comissão Nacional da Verdade, que será instalada na quarta-feira, ainda não terem se reunido oficialmente, suas declarações apontam que os atos de terrorismo praticados por opositores da ditadura militar não será parte do trabalho. Um dos sete escolhidos para integrar o grupo, o diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, afirmou que "o único lado é o das vítimas". Também convidada pela presidente Dilma Rousseff (PT), a professora e advogada Rosa Cardoso destacou que as comissões já criadas no mundo pretendem rever as condutas dos agentes públicos, o que deve acontecer no Brasil também. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O advogado José Carlos Dias, que foi ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso, afirmou que o objetivo da comissão é investigar violações de direitos humanos cometidas por agentes do Estado. Na última sexta-feira, o ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também mandou recado aos descontentes com a criação do grupo - criticado por militares da reserva, que insistem que a resistência armada também deve ser investigada. Dipp afirmou que os trabalhos não terão caráter revanchista e serão levados adiante "doa a que doer". Para o presidente do Clube Naval do Rio de Janeiro, almirante da reserva Ricardo Cabral, não se trata de "esquecer o passado". "Já que querem retomar a história, que seja imparcial, observado o contexto da época", disse ele, que acompanhará as reuniões da comissão.

Fonte: Terra

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