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Com quase 100% dos votos, Aécio Neves é eleito presidente nacional do PSDB

18 mai 2013
17h04

O PSDB demonstrou união neste sábado ao eleger como seu presidente nacional o senador Aécio Neves, que ganhou ainda mais força como provável candidato da legenda às eleições para a presidência da República em 2014.

Aécio, de 53 anos, foi eleito presidente da formação para os dois próximos anos com 521 dos 535 votos (97,7%) na 11ª Convenção Nacional do PSDB, realizada em Brasília, na qual recebeu o respaldo dos principais líderes do partido, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

FHC acompanhou Aécio o tempo todo neste sábado, foi um dos seus mais enfáticos defensores e lançou uma velada mensagem a seus correligionários para que sobreponham "o interesse de cada um" e o elejam candidato do PSDB no pleito presidencial.

"Chegou a hora da mudança, de um futuro melhor, conduzido por Aécio e com apoio unânime", disse o ex-presidente.

Aécio foi deputado entre 1997 e 2002, presidente da Câmara (2001-2002) e governador de Minas Gerais (2003-2010), estado que constitui o terceiro colégio eleitoral do país e na qual mantém seu principal reduto político.

O próprio senador interpelou diretamente três dos líderes do partido que mais resistem a sua candidatura, José Serra, Geraldo Alckmin e Tasso Jereissati.

"Nossa caminhada só fará sentido e terá sucesso se for realmente e efetivamente solidária, onde cada um compreenda o seu papel", avaliou.

José Serra, candidato do PSDB derrotado nas eleições de 2002 por Luiz Inácio Lula da Silva e em 2010 por Dilma Rousseff, sem brindar seu apoio explícito à candidatura, assegurou que estará "do mesmo lado" de Aécio em 2014.

Alckmin, que perdeu as eleições de 2006 para Lula, foi mais comedido e, embora tenha oferecido a Aécio o apoio do braço do partido em São Paulo, não fez alusão às eleições presidenciais.

Na convenção, Aécio também recebeu o apoio do PPS e do DEM, que por meio de seus respectivos presidentes, Roberto Freire e José Agripino, lembraram que a oposição precisa de "unidade" no pleito de 2014.

Em tom de campanha eleitoral, Aécio dedicou grande parte do seu discurso a criticar o governo de Dilma e o PT, legenda que acusou de colocar o Estado "a serviço do seu projeto de poder".

"Não será fácil a nossa missão, mas está longe de ser impossível. Não vamos enfrentar apenas um partido, mas um partido que se encastelou no poder", afirmou, citando o PT.

Aécio disse que seu partido apresentará suas propostas "no momento oportuno", mas aproveitou para atacar a gestão macroeconômica, o aumento da inflação, as deficiências na educação, na saúde e na segurança pública do país.

Por outro lado, apresentou o PSDB como "o partido da ética", da estabilidade econômica, das políticas de transferência de renda para os pobres, da responsabilidade fiscal e "das privatizações que fizeram bem ao Brasil".

Aécio também lembrou a figura do seu avô, Tancredo Neves, eleito em 1985 como o primeiro presidente constitucional após uma ditadura de 21 anos, embora tenha morrido antes de assumir o cargo.

"Nos meus ouvidos, ouço a voz do meu avô, do nosso presidente Tancredo, que nos lembrava todo o tempo que, no serviço da pátria, há sempre lugar para todos. É por isso que estamos aqui, para construir novos tempos no Brasil", prometeu.

EFE   
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