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Com Mercadante na Casa Civil, Dilma inicia reforma ministerial

Primeiras mudanças confirmadas atingem ainda os ministérios da Saúde e da Educação, todos comandados pelo PT; posse está marcada para segunda

30 jan 2014 14h52
| atualizado às 15h08
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A presidente Dilma Rousseff formalizou nesta quinta-feira as primeiras mudanças na Esplanada dos Ministérios, acertadas antes de ela viajar para Davos, na Suíça, e para Havana, em Cuba. Sem entrar na parte espinhosa da reforma ministerial, Dilma fez alterações em ministérios comandados pelo PT, partido do qual ela é filiada.

Aloizio Mercadante deixa o Ministério da Educação para se tornar ministro-chefe da Casa Civil, substituindo Gleisi Hoffmann, que disputará o governo do Paraná. Desde sexta-feira da semana passada, Mercadante vem tendo encontros frequentes com Gleisi para a passagem do bastão. Sob seu comando, a pasta ganhará status de superministério, com atribuições políticas mais fortes.

Derrotado na última eleição para o governo do Estado de São Paulo, Aloizio Mercadante vem aumentando seu espaço na gestão Dilma Rousseff. No início do mandato, ele foi nomeado ministro da Ciência e Tecnologia. Com a saída de Fernando Haddad para a campanha pela prefeitura de São Paulo, Mercadante chegou ao Ministério da Educação, de maior visibilidade e orçamento.

Quem assume o MEC é o secretário-executivo da pasta, José Henrique Paim. A manutenção de um nome já na equipe do ministério servirá para evitar mudanças bruscas ao longo de 2014. Por ser uma pasta expressiva tanto em orçamento como em visibilidade, Paim deve ficar no cargo até o fim deste ano, mas, em caso de reeleição de Dilma, um nome de mais peso político deverá comandar o ministério.

A terceira mudança anunciada nesta quinta-feira é no Ministério da Saúde. Deixa a pasta Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, e assume o atual secretário de Saúde do município de São Bernardo do Campo (SP), Arthur Chioro. A indicação de Chioro partiu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mentor político de Dilma Rousseff.

A posse dos novos ministros está marcada para a próxima segunda-feira. Dilma ainda terá a missão de oferecer vaga na Esplanada ao PTB, ao Pros e ao PP, além de atender à demanda do PMDB de mais espaço político no governo. É esperada para os próximos dias um encontro entre caciques peemedebistas e a presidente para acertar arestas. 

Dilma vai trocar ministra da Secretaria de Comunicação Social
Não estava nos planos iniciais, mas a presidente Dilma Rousseff decidiu substituir ainda Helena Chagas, que comanda a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A ministra já trabalhava com a presidente desde a campanha da Dilma em 2010. O anúncio é esperado para ocorrer até amanhã.

Quem vai assumir o espaço é o atual porta-voz da Presidência, Thomas Traumann. Com longa carreira em redações importantes, Thomas já passou por importantes assessorias de imprensa e, no início do governo Dilma, foi assessor do então ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci.

A mudança na Secom pegou os funcionários e a própria ministra de surpresa. A intenção inicial de Helena Chagas era ficar no governo até março, quando então trabalharia da campanha de reeleição de Dilma.

Confira na íntegra a nota oficial divulgada pela Presidência da República:

A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje mudanças no seu ministério. A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deixarão seus cargos.

Para a chefia da Casa Civil, a presidenta indicou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O novo ministro da Saúde será o médico Arthur Chioro. O novo ministro da Educação será José Henrique Paim Fernandes, atual secretário-executivo do Ministério.

A posse dos novos ministros será na segunda-feira, às 11 horas, no Palácio do Planalto. As transmissões ocorrerão nos seus respectivos ministérios na segunda-feira à tarde.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Fonte: Terra
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