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Campanha para plebiscito sobre divisão do PA tem 5 frentes

13 set 2011
17h00
atualizado às 17h26

Começou nesta terça-feira no Pará a campanha oficial para o plebiscito sobre a proposta de divisão do Estado. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registradas cinco frentes que serão responsáveis pela propaganda na TV e no rádio, que começará em 11 de novembro e vai até o dia 9 de dezembro. As informações são da Agência Câmara.

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No dia 11 de dezembro, os eleitores paraenses irão às urnas decidir se aprovam a criação dos Estados de Carajás e Tapajós. Pela proposta, o Tapajós ficará com toda a área do oeste paraense, enquanto Carajás será formado com o atual sudeste do Pará. De acordo com cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os custos anuais de manutenção dos dois Estados ficarão em torno de R$ 5 bilhões.

O deputado Giovanni Queiroz, (PDT-PA) defende a divisão. Segundo ele, já existe o precedente favorável da divisão de Goiás que deu origem ao atual Estado de Tocantins. "O que queremos é aquilo que já ocorreu em outros momentos. Quando criaram o Tocantins ou há 33 anos quando Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram separados se implantou aí um laboratório e posso dizer que todos eles tiveram um crescimento extraordinário", afirma.

Queiroz também questiona a viabilidade administrativa de um Estado com as dimensões do Pará. "O Pará tem hoje 1.248.000 km². Como pode funcionar um governador lá na ponta norte estendendo seu braço de Estado para atender nós do sul do Pará que ficamos às vezes a 1.200 km de distância. Não tem bom governante que dê conta", afirmou.

Já para o deputado Arnaldo Jordy, (PPS-PA), os problemas do Pará não serão resolvidos com a divisão. Segundo ele, os problemas do Estado são na verdade regionais. "Eles são causados pela deformação do pacto federativo. A Amazônia e o Pará são vítimas de um modelo concentrador de renda", disse.

Na opinião do parlamentar, mesmo hospedando boa parte da biodiversidade do planeta e produzindo quantidades cada vez maiores da energia nacional, os paraenses são muito pouco beneficiados pelas suas riquezas. "O Pará é almoxarifado do desenvolvimento alheio."

Manifestantes realizam marcha em protesto à divisão do Estado em Tapajós e Carajás
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Foto: Igor Mota / Futura Press
Fonte: Terra
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