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Câmara de SP aprova lei que cria Dia do Orgulho Hétero

2 ago 2011
18h40
atualizado em 3/8/2011 às 00h13

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta terça-feira, projeto de lei que cria o Dia do Orgulho Heterossexual, de autoria do vereador Carlos Apolinario (DEM).

A data será celebrada anualmente no terceiro domingo de dezembro de cada ano, dia que passará a constar no Calendário Oficial da capital paulista. De acordo com o projeto, o Executivo "envidará esforços no sentido de divulgar a data (...), objetivando conscientizar a população e registrar a luta pela consolidação e defesa daqueles que desejam se manter homens e mulheres". A lei deverá ser regulamentada pelo Executivo dentro de 60 dias.

O projeto segue para a sanção do prefeito Gilberto Kassab. Registraram voto contrário ao texto os 11 vereadores da bancada do PT, os dois da bancada do PCdoB, além de Gilberto Natalini, Claudio Fonseca (PPS), Claudio Prado (PTB), Juscelino Gadelha, Tripoli e Eliseu Gabriel (PSB).

Contrário ao projeto desde o início, o vereador Ítalo Cardoso (PT) afirmou que o projeto aprovado não ajuda em nada para acabar com a discriminação que os homossexuais sofrem. "Esse projeto cria uma categoria diferenciada e acentua a possibilidade de discriminação e preconceito. Espero que chegue logo o dia em que não precisemos mais de leis para defender o direito dos gays", disse.

Apolinário disse que não tem nada contra a "figura humana" dos gays. "A criação do Dia do Hétero não simboliza uma luta contra a figura humana dos gays, e sim contra aquilo que considero que são excessos e privilégios." O vereador autor do projeto disse que não pretende realizar nenhuma marcha ou passeata para celebrar a data.

Terra

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