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Cabral sugere Lula como candidato a secretário-geral da ONU

22 dez 2009
13h48
atualizado às 14h39

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), sugeriu nesta terça-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato a secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011. Cabral e Lula participaram de evento de entrega de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na favela de Manguinhos, na zona norte da capital fluminense.

Lula e Dilma são recebidos pela população no Complexo do Alemão
Lula e Dilma são recebidos pela população no Complexo do Alemão
Foto: Wilton Junior / Agência Estado

"Quando eu falo isso, os gringos ficam doidos, nós somos bons de voto, bons de campanha", disse Cabral a respeito da possível indicação de Lula.

O governador conduziu a cerimônia no formato de um programa de auditório, junto ao presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Cabral anunciou Dilma como a mulher que manda nele e no presidente e também como o braço direito e esquerdo das duas autoridades.

Pré-candidata do PT à Presidência em 2010, Dilma disse que haverá continuidade ao governo do PT. "Nosso país está em um momento excepcional. Nós vamos ter a continuidade do governo Lula", afirmou.

A ministra disse ainda que a população não vai querer abrir mão das conquistas alcançadas no gestão do PT na Presidência do País. "Tenho certeza de que nenhum de nós vai deixar tudo que conquistou voltar atrás", destacou a pré-candidata a um público formado por moradores da comunidade e operários que trabalharam na obra do PAC em Manguinhos.

A ministra afirmou que o governo anterior, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, não tinha políticas voltadas para os mais pobres. "O Brasil foi um país muito desigual porque abandonou, voltou as costas, porque não tinha uma política para as populações mais pobres", disse a ministra.

"O presidente Lula, até pela sua própria experiência de vida, nunca deixou de colocar o seu governo a favor dos mais pobres. Estamos acabando com o abandono e a absoluta falta de consideração."

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