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Bolsonaro será ouvido se for a seminário LGBT, diz Jean Wyllys

17 mai 2011
07h55
atualizado às 07h55
Claudia Andrade
Direto de Brasília

O deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) afirmou, na segunda-feira, que se o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) comparecer ao seminário LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais), que será realizado nesta terça-feira no Congresso, ele será ouvido. Ressaltou, no entanto, que o mais esperado é que Bolsonaro não apareça.

Senadora Marinor Brito (PSOL-PA) e deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) discutem durante reunião na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
Senadora Marinor Brito (PSOL-PA) e deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) discutem durante reunião na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
Foto: Márcia Kalume / Agência Senado

"Se ele aparecer, será recebido como qualquer outro deputado. Vai ser ouvido, porque defendemos o amplo direito à liberdade de expressão. O que não pode é incorrer na insensibilidade ou ofensa ao público LGBT. Mas estamos muito mais preparados para a ausência (de Bolsonaro), porque quem é contra não tem porque aparecer", disse Wyllys, que é coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT.

Na última quinta, o deputado do PP trocou insultos com a senadora Marinor Brito (Psol-PA) depois de uma sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado. Ao final da reunião, Bolsonaro ficou atrás da senadora Marta Suplicy (PT-SP) erguendo um panfleto contra a ampliação dos direitos dos homossexuais, o que irritou Marinor. Segundo Wyllys, se o panfleto for distribuído durante o seminário, "vai virar lixo", porque as pessoas discordam do conteúdo. "Mas todos foram orientados a não aceitar provocações", garantiu.

O seminário está previsto para começar com uma apresentação da cantora Wanessa, que redirecionou sua carreira para o público gay. Outra cantora, Preta Gil, também foi convidada a participar dos debates. "Ela foi chamada porque é negra, mulher, tem uma identificação com o movimento LGBT e esteve no centro da polêmica com o deputado Jair Bolsonaro", justificou o deputado do Psol. Em entrevista ao programa CQC, da Bandeirantes, o deputado do PP fez duras críticas à cantora, chamando-a de promíscua.

Casamento gay
Com o lema "Quem ama tem o direito de casar", o seminário terá como foco a proposta de emenda à Constituição do deputado do Psol que defende o casamento civil entre homossexuais. Para o autor da matéria, a discussão ganha importância depois da decisão do Supremo Tribunal Federal favorável à união estável de pessoas do mesmo sexo. "O Supremo veio preencher uma lacuna na legislação para atender a demanda da sociedade", disse o parlamentar.

Para quarta-feira está prevista uma marcha na Esplanada dos Ministérios que terá como tema a criminalização da homofobia. Exatamente o projeto que estava em discussão na Comissão de Direitos Humanos do Senado na última quinta-feira.

Fonte: Terra

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