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Após STF livrar Palocci, Francenildo se diz decepcionado

27 ago 2009
21h43
atualizado às 22h40

Laryssa Borges

Direto de Brasília


Sem falar uma palavra durante as quase sete horas em que o Supremo Tribunal Federal (STF) negou aceitar a denúncia contra o deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci da acusação de quebra de sigilo bancário, o caseiro Francenildo Costa foi cercado ao final da sessão pelo advogado Wlício Nascimento e acenou com a mão estar "decepcionado" com a decisão dos ministros do STF.

Caseiro Francenildo Costa deixa sessão de julgamento de Antonio Palocci, no Supremo Tribunal Federal
Caseiro Francenildo Costa deixa sessão de julgamento de Antonio Palocci, no Supremo Tribunal Federal
Foto: U.Dettmar/STF / Divulgação

Os ministros do STF julgaram nesta tarde se abriam ou não ação penal contra Antonio Palocci, contra o ex-presidente da Caixa Econômica, Jorge Mattoso, e contra o então assessor de imprensa do ministério da Fazenda à época dos fatos, Marcelo Netto. Em 2006, os dados bancários de Francenildo se tornaram públicos após ele confirmar que Palocci frequentava uma mansão em Brasília onde ocorriam supostas divisões de propina. Marcelo Netto e Jorge Mattoso também teriam participado, na avaliação do Ministério Público Federal, da violação e divulgação dos dados bancários de Francenildo.

Escoltado por jornalistas, Francenildo leu um cartaz em que uma repórter questionava se ele estava "decepcionado" e acenou com o polegar em sinal positivo.

Ao livrar Palocci de participação pela quebra do sigilo bancário, o Supremo acabou por responsabilizar unicamente o ex-presidente da Caixa Econômica Jorge Mattoso pela violação e divulgação de informações sobre a conta corrente do caseiro. Dos nove ministros do STF presentes à sessão plenária, oito entenderam que há indícios de que o ex-dirigente do banco público teve participação direta no caso.

A divulgação dos dados de Francenildo ocorreu após ele confirmar que Palocci frequentava uma mansão em Brasília onde ocorriam supostas divisões de propina. O assessor de imprensa de Palocci na época, Marcelo Netto, e o então presidente da Caixa Econômica, Jorge Mattoso, teriam participado, na avaliação do Ministério Público Federal, da violação e divulgação das informações bancárias do caseiro.

Fonte: Terra
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