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Após reunião com Dilma, Casa Branca sinaliza que deve seguir espionagem

6 set 2013
04h45
atualizado às 04h50
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A reunião entre Dilma e Obama, segundo confirmou mais tarde o Palácio do Planalto, ocorreu após a primeira sessão de trabalho dos líderes do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia. O que fez com que ambos se atrasassem para o jantar oferecido pelo presidente russo Vladimir Putin no Palácio Peterhof.
 
O assunto deverá ser abordado pela presidente Dilma Rousseff em entrevista coletiva que ocorrerá antes do seu embarque – antecipado para que ela chegue a tempo das comemorações do 7 de setembro em Brasília. No entanto, o vice-assessor de Segurança para Comunicações Estratégicas da Casa Branca, Ben Rhodes, antecipou o tom de Obama. 
 
“A relação com o Brasil é muito importante, não apenas nas Américas, mas no mundo. Entendemos o quanto isso (a questão de espionagem) é importante para os brasileiros. O que estamos fazendo neste caso, como fizemos desde que as revelações sobre a NSA vieram à tona, é olhar amplamente as alegações e os fatos”, afirmou.
 
Na mesma linha das declarações do secretário de Estado americano, John Kerry, Rhodes afirmou que o foco dos EUA é “assegurar que os brasileiros entendam exatamente qual é a natureza dos esforços de inteligência” do país. Uma sinalização de que as políticas de espionagem devem continuar sob o argumento da garantia à segurança nacional.
 
Dilma vem se mostrando insatisfeita com as respostas dos americanos e ameaça cancelar ou adiar uma visita de Estado a Washington, marcada para outubro. Um sinal de que essa possibilidade está se tornando mais real foi a decisão do Palácio do Planalto de cancelar a viagem da equipe precursora que prepara o encontro. O cancelamento ou o adiamento da viagem demonstra é um gesto diplomático de impacto. 

Fonte: Terra

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