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Após denúncia de mensalão, PPS e PDT deixam governo Arruda

30 nov 2009 16h35
| atualizado às 18h00
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Fabiana Leal e Marina Mello

A exemplo do que fez na manhã desta segunda-feira a Executiva Nacional do PSB, o PPS e o PDT também anunciaram nesta tarde que estão entregando seus cargos no governo do Distrito Federal por causa das denúncias de irregularidades envolvendo o governador José Roberto Arruda (DEM-DF).

Manifestante nariz de palhaço em Brasília
Manifestante nariz de palhaço em Brasília
Foto: Celso Junior / Agência Estado

Ex-integrante do PSDB e único governador do DEM no Brasil, Arruda aparece em um vídeo, durante as investigações feitas pela Polícia Federal, recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo então secretário de Relações Institucionais da gestão do político democrata, Durval Barbosa. Réu em 37 processos, Barbosa denunciou o esquema por conta da delação premiada, acordo feito com a Justiça para diminuição de pena em uma eventual condenação judicial.

Citado na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o governador disse no domingo estar sendo "vítima" de adversários políticos que buscariam "manchar o trabalho sério e bem sucedido" de sua gestão. Em nota, também assinada pelo vice-governador Paulo Octavio, Arruda disse estar "tranquilo" por ser inocente, mas não apresentou justificativas para as imagens, gravadas por Barbosa.

O PPS, que ocupava a Secretaria de Saúde com o deputado federal Augusto Carvalho e a secretaria de Justiça com o deputado distrital Alírio Neto, decidiu deixar todos os cargos, incluindo o de presidente do Procon, que era ocupado por Ricardo Pires.

O presidente do PPS-DF, Fernando Antunes, que era adjunto na Saúde e é citado em algumas conversas do então secretário Durval Barbosa gravadas pela Polícia Federal, disse que, apesar de ter tomado a difícil decisão de abandonar o governador, o partido ainda tem esperanças de que Arruda comprove sua inocência.

"Sou citado como beneficiário por Durval, tenho agora que provar a minha inocência. Acreditamos que Arruda conseguirá provar que isso tudo são denúncias de uma pessoa que age simplesmente com o intuito de destruir", disse ele ser referindo a Durval.

PDT
Em reunião na tarde desta segunda-feira, o PDT do Distrito Federal decidiu que deixará a base do governo de José Roberto Arruda (DEM). Os cargos do secretário de Educação Integral, Marcelo Aguiar, do secretário-adjunto da Secretaria do Trabalho, Israel Batista, e do gerente de escolas técnicas, Edilson Barbosa, serão entregues na terça-feira, pois hoje é feriado em comemoração ao Dia do Evangélico em Brasília.

Na mesma reunião, foi ratificado o lançamento do nome do deputado distrital José Antônio Reguffe (PDT) ao governo do DF. O partido já havia lançado a sua pré-candidatura.

Nesta segunda, Reguffe fez um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias na Câmara Distrital. E o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que pedirá a instalação de uma CPI no Senado. Buarque defendeu que a sociedade se mobilize e vá as ruas para reivindicar.

O PSDB, que também ocupa dois cargos no governo do Distrito Federal - a Secretaria de Obras com Márcio Machado e de Fazenda com Valdivino Oliveira ¿ deve se reunir amanhã para decidir se seguirá a mesma linha dos outros partidos que abandonaram Arruda por causa das denúncias.

Fonte: Terra
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