Política

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07 de abril de 2013 • 09h44 • atualizado às 09h45

Aliado do PT, partido de Feliciano terá candidato próprio ao Planalto em 2014

PSC integrou a base de apoio do PT até as eleições de 2010, mas pretende lançar candidatura própria em 2014

Considerado um partido pequeno, PSC ganhou notoriedade após a polêmica envolvendo a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

Até as últimas eleições presidenciais, em 2010, o Partido Social Cristão (PSC) fez parte da bancada de apoio ao PT. Mas em 2014 a legenda promete lançar candidato próprio, que vai concorrer com a presidente Dilma Rousseff (que deve tentar a reeleição) e com o tucano Aécio Neves, adversário direto dos petistas. O vice-presidente do PSC, Everaldo Pereira, não disse quem será o candidato porque o partido analisa vários nomes. "Temos até 30 de setembro (data limite para filiação partidária) para ver quem poderá concorrer pelo PSC", disse, em entrevista ao Terra.

Pereira também não dá como certo o apoio à base governista nas disputas pelos governos estaduais. "Teremos várias candidaturas próprias também nos Estados e ainda temos tempo para decidir as coligações que vamos formar. Se, como e com quem vamos caminhar ainda será decidido. Onde não tivermos candidatura própria, veremos as alianças mais interessantes para a população", garantiu.

A atitude pode demonstrar certa insatisfação com a forma como o PT está lidando com a polêmica em torno da presidência do Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. No final de março, Everaldo cobrou apoio dos petistas para manter o pastor na presidência do colegiado. A discussão acabou atraindo os holofotes para o PSC, um partido pequeno e, até então, desconhecido da maioria. Para Everaldo, no entanto, a legenda não foi a maior beneficiada pela atenção repentina.

"O mais interessante dessa discussão toda é que a CDH passou a fazer parte da agenda nacional, uma comissão que até então ficava restrita a pequenos grupos, com pequenos interesses. São vários os assuntos de direitos humanos que há anos não são discutidos ali: direitos indígenas, gente presa indevidamente, gente sem comer, sem moradia", afirmou.

Apesar disso, Everaldo prevê que o partido deve aumentar sua participação no Congresso e nos governos estaduais já nas próximas eleições, mas não trabalha com metas. "A política não é uma ciência exata. Mas, pelo histórico do partido, que em 2002 elegeu um deputado federal, em 2006 elegeu nove, em 2010, foram 17 deputados e um senador, podemos dizer que a meta é avançar, nunca recuar", disse.

O vice-presidente do PSC afirma que a legenda não reúne apenas evangélicos, mas é um partido com "princípios cristãos", e diz não confundir política com religião. "Gosto de dizer que o PSC não segrega, não exclui nem discrimina. Não é um partido religioso, ele tem princípios cristãos. O partido tem bandeiras importantes, como o fim do fator previdenciário, a PEC 300, regulamentação da emenda 29, defende a reforma tributária e defende os direitos humanos", argumentou.

Terra