Aliado do PT, partido de Feliciano terá candidato próprio ao Planalto em 2014

PSC integrou a base de apoio do PT até as eleições de 2010, mas pretende lançar candidatura própria em 2014

  • Luciana Cobucci
Luciana Cobucci
Direto de Brasília
atualizado às 09h45
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Até as últimas eleições presidenciais, em 2010, o Partido Social Cristão (PSC) fez parte da bancada de apoio ao PT. Mas em 2014 a legenda promete lançar candidato próprio, que vai concorrer com a presidente Dilma Rousseff (que deve tentar a reeleição) e com o tucano Aécio Neves, adversário direto dos petistas. O vice-presidente do PSC, Everaldo Pereira, não disse quem será o candidato porque o partido analisa vários nomes. "Temos até 30 de setembro (data limite para filiação partidária) para ver quem poderá concorrer pelo PSC", disse, em entrevista ao Terra .

 Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara
Considerado um partido pequeno, PSC ganhou notoriedade após a polêmica envolvendo a eleição do deputado Pastor Marco Feliciano (SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara
Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

Pereira também não dá como certo o apoio à base governista nas disputas pelos governos estaduais. "Teremos várias candidaturas próprias também nos Estados e ainda temos tempo para decidir as coligações que vamos formar. Se, como e com quem vamos caminhar ainda será decidido. Onde não tivermos candidatura própria, veremos as alianças mais interessantes para a população", garantiu.

A atitude pode demonstrar certa insatisfação com a forma como o PT está lidando com a polêmica em torno da presidência do Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. No final de março, Everaldo cobrou apoio dos petistas para manter o pastor na presidência do colegiado. A discussão acabou atraindo os holofotes para o PSC, um partido pequeno e, até então, desconhecido da maioria. Para Everaldo, no entanto, a legenda não foi a maior beneficiada pela atenção repentina.

"O mais interessante dessa discussão toda é que a CDH passou a fazer parte da agenda nacional, uma comissão que até então ficava restrita a pequenos grupos, com pequenos interesses. São vários os assuntos de direitos humanos que há anos não são discutidos ali: direitos indígenas, gente presa indevidamente, gente sem comer, sem moradia", afirmou.

Apesar disso, Everaldo prevê que o partido deve aumentar sua participação no Congresso e nos governos estaduais já nas próximas eleições, mas não trabalha com metas. "A política não é uma ciência exata. Mas, pelo histórico do partido, que em 2002 elegeu um deputado federal, em 2006 elegeu nove, em 2010, foram 17 deputados e um senador, podemos dizer que a meta é avançar, nunca recuar", disse.

O vice-presidente do PSC afirma que a legenda não reúne apenas evangélicos, mas é um partido com "princípios cristãos", e diz não confundir política com religião. "Gosto de dizer que o PSC não segrega, não exclui nem discrimina. Não é um partido religioso, ele tem princípios cristãos. O partido tem bandeiras importantes, como o fim do fator previdenciário, a PEC 300, regulamentação da emenda 29, defende a reforma tributária e defende os direitos humanos", argumentou.

Terra

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