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Alckmin assume 4º mandato e não cita crise hídrica em SP

Governador, reeleito em primeiro turno em outubro passado, tomou posse em cerimônia na Alesp com um discurso focado em propaganda de suas ações no Estado

1 jan 2015
12h23
atualizado às 18h15
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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) tomou posse para seu quarto mandato em São Paulo, nesta quinta-feira, com um discurso que ignorou a crise hídrica no Estado e, ao mesmo tempo, enalteceu números de sua gestão. Alckmin foi empossado em cerimônia solene na Assembleia Legislativa, onde leu o termo de posse ao lado do vice-governador eleito, Márcio França (PSB), com a família, secretários e ex-secretários e líderes partidários.

<p>Tucano foi empossado em cerimônia na Assembleia Legislativa</p>
Tucano foi empossado em cerimônia na Assembleia Legislativa
Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press

A crise de abastecimento de água, um dos problemas mais graves de 2014, fez com que Alckmin estabelecesse multa para quem excedesse a média de consumo.

No discurso, o governador reeleito no primeiro turno com pouco mais de 57% dos votos válidos preferiu destacar áreas como finanças, educação, gestão pública e segurança e comparou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado ao da Argentina: “Há 20 anos, nosso PIB era igual ao da Argentina. Hoje, com US$ 800 bilhões, o nosso é quase o dobro do deles”, disse.

O tucano também mencionou a queda da taxa de homicídios paulista – comparando-a ao fim dos anos 90 a 2012 – e classificou a política estadual de segurança pública como “modelo reconhecido pela ONU (Organização das Nações Unidas)”.

“Nossa taxa de homicídios era de 35 por 100 mil habitantes, e hoje é de 10 para 100 mil habitantes. Das 100 cidades mais violentas do mundo, também segundo a ONU, 11 estão no Brasil, e nenhuma no Estado de São Paulo”, afirmou o tucano. Crimes como latrocínio e roubo, no entanto, marcaram o final do mandato anterior de Alckmin e não foram mencionados no discurso do governador reeleito – ainda que o então secretário Fernando Grella, que chefiou a pasta até dezembro, tenha sido um dos substituídos na nova equipe de governo.

“Muito avançamos, nobres deputados e deputadas. Mas de nada adianta se não continuarmos seguindo adiante, enfrentando os desafios permanentes, que transformam São Paulo na pedra de superação. Divergência haverá aos borbotões, como sempre houve, mas nunca ameaças ou deslealdade de ambas as partes”, encerrou o tucano.

Crise hídrica “está sob controle”, diz vice
Para o vice-governador empossado Márcio França (PSB), a crise hídrica no Estado “está sob controle”. “Acho que a parte que podia ser feita pela mão do homem está sendo feita; agora tem que encontrar um jeito de que as coisas aconteçam na parte que não é nossa, que é de Deus”, citou.

Após a cerimônia, o governador participou do ato de revista das tropas militares e seguiu para o Palácio dos Bandeirantes, onde acontece a posse do novo secretariado.

Fonte: Terra

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