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Alckmin anuncia desassoreamento dos rios Tietê e Pinheiros

11 jan 2011
16h10
atualizado às 18h19
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta terça-feira que os rios Tietê e Pinheiros deverão ser totalmente desassoreados em um prazo aproximado de um ano. De acordo com Alckmin, devem ser retirados cerca de 3,6 milhões de m³ de areia e entulho da calha do rio, o que deve ampliar a vazão e reduzir os danos em dias de chuvas fortes.

"Vamos retirar areia, sofá, geladeira, papel, tudo o que estiver dentro do rio. Cada 1 milhão de metros cúbicos custa ao Estado R$ 64 milhões, mas vamos tentar reduzir esse valor à metade com o reaproveitamento da areia em obras de construção civil", disse. Segundo o governador, a expectativa é que as obras custem ao final cerca de R$ 170 milhões.

De acordo com ele, serão retirados ainda mais 580 mil metros cúbicos da barragem da Penha para o córrego Três Pontes, no Parque Ecológico do Tietê. Alckmin disse ainda que todas as vezes que chover forte, as várzeas serão ocupadas. "Vamos refazer (as várzeas) no Parque do Ecológico. Onde já ocupou e não tem jeito, a várzea moderna é o piscinão".

Alckmin afirmou também que não há como minimizar os efeitos da chuva de imediato e anunciou obras no valor de R$ 800 milhões no sistema de macrodrenagem do Estado. Além do desassoreamento dos rios Tietê e Pinheiros, estão entre as medidas a aquisição de três equipamentos de bombeamento de água que serão instaladas no rio Pinheiros, além de obras no Parque das Várzeas do Tietê. Segundo o governador, também serão construídos dois novos piscinões nas divisas com os municípios vizinhos de Guarulhos e São Caetano.

"Não é possível fazer obras em 24 horas", disse o governador quando questionado sobre ações para esta temporada de chuvas. De efetivo, ele disse que vai disponibilizar 50 caminhões para limpeza de bocas de lobo, pertencentes à Sabesp, e dez caminhões pipa para a limpeza da cidade, após as enchentes. Os caminhões serão disponibilizados para a prefeitura de São Paulo.

"Estamos disponibilizando para a Prefeitura, através da Sabesp mais 50 caminhões limpa boca de lobo e dez caminhões pipa para ajudar na lavagem das ruas. Nós imaginamos que com 2,1 milhões de m³ zera a batimetria, ou seja ficamos totalmente sem material assoreado no Tietê. A primeira medida, no dia 3 de janeiro, foi liberar 1 milhão de m³. Estamos autorizando tudo. O que nós faríamos em dois anos, fazer até o fim do ano. Também tiraremos 1,5 milhão de m³ do rio Pinheiros", disse Alckmin.

Somente na manhã desta terça-feira foram registrados 49 pontos de alagamentos e pelo menos três pessoas morreram na cidade devido ao excesso de chuva. A Marginal Tietê ficou em estado de alerta por causa do transbordamento do rio Tietê e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou mais de 80 km de congestionamentos por causa dos alagamentos.

Durante a madrugada, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) de São Paulo chegou a registrar 120 pontos de concentração de água. Somente na capital, já choveu 93% da média de todo o mês de janeiro desde o dia 1 do mês até esta terça-feira.

No interior a situação também é grave. O Estado de São Paulo já contabiliza 6.376 pessoas ficaram desalojadas e 527, desabrigadas, nas 46 cidades interioranas atingidas pelas chuvas desde o dia 1º de dezembro.

Fonte: Redação Terra

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