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Aécio rejeita impeachment e repudia pedidos por militares

"Não sou golpista, sou filho da democracia", disse o tucano em sua volta ao Senado após as eleições

4 nov 2014
17h07
atualizado às 18h36
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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta terça-feira que não é "golpista" e que não acredita em fatos que levem a impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), como pediram manifestantes nas ruas no último fim de semana. O tucano também repudiou pedidos de manifestantes por intervenção militar no Brasil.

<p>Aécio Neves (PSDB) foi recebido com foguetório e gritos de "Presidente!" e "Fora PT!" em seu retorno ao Senado Federal</p>
Aécio Neves (PSDB) foi recebido com foguetório e gritos de "Presidente!" e "Fora PT!" em seu retorno ao Senado Federal
Foto: Fernando Diniz/Terra

"Olha, eu não sou golpista, sou filho da democracia. (…) Não acho que exista nenhum fato específico que leve a impeachment. Essas manifestações que se misturam nas manifestações democráticas tem nosso repúdio mais veemente", disse Aécio, em entrevista a jornalistas no Senado. Depois da derrota nas eleições presidenciais, o tucano voltou nesta terça-feira ao Congresso cercado de militantes que gritaram seu nome.

No sábado, cerca de 2,5 mil pessoas participaram de uma marcha na Avenida Paulista contra a presidente Dilma Rousseff, que venceu o tucano. Manifestantes pediam o impeachment da petista e alguns levantaram cartazes pedindo até uma intervenção militar no País."Quanto a essa manifestação de volta dos militares, meu repúdio mais violento, mais radical, isso é uma apropriação indevida de um sentimento da sociedade brasileira. (...) Eu, ao contrário, vou estar aqui vigilante, para que essa permanente tentativa de cerceamento de liberdade, sejam elas coletivas ou individuais, em especial da liberdade de imprensa, sejam contidas. Vou estar aqui para que não haja um aparelhamento de outros poderes pelo poder executivo

Derrotado nas eleições presidenciais, Aécio disse que respeita a liberdade e que está do lado oposto de quem age de forma "autoritária e truculenta".

"Eu respeito a democracia permanentemente e qualquer utilização das manifestações no sentido de qualquer tipo de retrocesso da democracia terá nossa veemente oposição. Eu fui o candidato das liberdades, da democracia, do respeito. Aqueles que agem de forma autoritária e truculenta estão em outro campo político, não estão no nosso campo político", disse o senador, em sua volta ao Senado após a derrota nas eleições presidenciais.

A jornalistas, Aécio disse que o Brasil despertou nas eleições e que as pessoas não deixaram de ficar mobilizadas após o resultado das urnas, mas ressaltou que será um defensor das liberdades individuais.

Aécio Neves se surpreende com a recepção das pessoas em seu retorno ao Congresso Nacional
Aécio Neves se surpreende com a recepção das pessoas em seu retorno ao Congresso Nacional
Foto: Gabriela-Korossy / Câmara dos Deputados

"Nossa posição será sempre de defesa intransigente da democracia, das liberdades, contra qualquer tentativa do cerceamento das liberdades de imprensa, de quaisquer outras liberdades. Hoje portanto estamos assistindo um novo Brasil surgindo, um Brasil verdadeiro, que não aceita mais tantos malfeitos, tantas incorreções e tanta ineficiência. Chego ao Senado revigorado e serei oposição com a mesma coragem e a mesma honradez que me preparei para governar o Brasil", disse.

O tucano prometeu fazer uma oposição firme ao governo reeleito, cobrando melhorias de indicadores sociais e apuração de denúncias de corrupção. "Chego ao Senado revigorado e serei oposição com a mesma coragem e a mesma honradez que me preparei para governar o Brasil", disse.

Auditoria
O senador Aécio Neves disse que respeita o pedido do departamento jurídico de sua campanha por uma auditoria na apuração dos votos do segundo turno. "O resultado está aí, não estamos querendo mudar o resultado da eleição. Agora, ter acesso aos dados de totalização e remessa dos votos é um direito de todas as partes envolvidas", disse.

Terra

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