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Bolívia: oposição acusa Patriota de limitar visitas a senador asilado

O senador Roger Pinto pediu asilo na embaixada brasileira após fazer denúncias de corrupção contra o governo do presidente Evo Morales.

17 mar 2013
19h46
atualizado às 20h02
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A oposição da Bolívia acusou neste domingo o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, de ter ordenado que se limitem as visitas ao senador Roger Pinto, asilado há quase dez meses na embaixada do Brasil em La Paz.

A denúncia foi feita por membros de uma igreja evangélica, da qual Pinto é integrante. "Tenho ligado para a embaixada e finalmente contatei o funcionário mais alto em serviço, que me confirmou que o mencionado na carta dos pastores é correto", afirmou o senador opositor Felipe Dorado. A representação diplomática brasileira - que não atende aos domingos - não comentou a denúncia até o momento.

"Lamentamos esta decisão do chanceler Patriota que atenta contra os direitos humanos do senador opositor. Esta semana, vamos orar por Roger e pelo chanceler para que Deus lhe dê sabedoria", declarou Dorado à agência de notícias Fides.

No começo deste mês, Patriota acertou com o colega boliviano, David Choquehuanca, a formação de uma comissão binacional para revisar o caso do senador Pinto.

Senador de direita, Pinto está na embaixada do Brasil em La Paz à espera da expedição do visto de saída desde que Brasília lhe concedeu asilo em 29 de maio passado em sua delegação diplomática, aonde o político chegou argumentando sofrer perseguição política por parte do governo.

Dorado, que disse ter recebido uma denúncia por escrito de parte dos pastores evangélicos, considerou a medida "injustificada".

Pinto, 52 anos, fez várias denúncias de corrupção contra o governo do presidente Evo Morales, razão pela qual, segundo ele, a situação entrou com cerca de 20 processos contra ele, a maioria por desacato.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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