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Viúva da Mega-Sena tenta acordo milionário com filha de vítima

6 mar 2013
21h44
atualizado às 21h57
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A ex-cabelereira Adriana Ferreira Almeida, viúva de Renê Sena - que foi assassinado em junho de 2007 após ganhar R$ 52 milhões na Mega-Sena em 2005 – tentou estabelecer na Justiça um acordo com a filha única de Renê, Renata Sena. Adriana propõe a extinção das ações de ambas as partes e a divisão igual em duas partes da fortuna deixada pela vítima, hoje avaliada em mais de R$ 100 milhões.

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O advogado de Renata, Marcus Rangoni, afirmou que a filha do vencedor do prêmio da Mega-Sena não aceitou a proposta e que a negativa ao acordo oferecido por Adriana e seu advogado já foi apresentada.

“Não vamos aceitar a proposta de acordo. Não se senta à mesa para negociar com a pessoa que você tem convicção que assassinou seu pai”, disse o advogado.

Segundo Rangoni, a atitude demonstra desespero de Adriana, já que o julgamento de uma ação de indignidade, apresentada por ele na Justiça Cível, se aproxima e ela pode não receber sua parte na herança, mesmo sendo inocentada criminalmente. 

Disputa judicial se arrasta por anos
Acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pela morte de Renê, Adriana foi inocentada em 2011 pelo júri de Rio Bonito, cidade onde vivia com a vítima. O Ministério Público, porém, discordou da decisão e recorreu pedindo a anulação do julgamento. A intenção do advogado de Renata é levar o julgamento para a capital do Estado, caso o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) considere o recurso do MP.

De acordo com Rangoni, as ações nas esfera cível e criminal têm como objetivo punir de todas as formas Adriana, deixando-a sem o dinheiro a que teria direito pelo testamento da vítima, e fazendo-a pagar criminalmente pela morte de Renê.

“As ações são independentes. Mesmo se for mantida sua inocência, Adriana pode ser considerada indigna pela esfera cível e ficar sem direito à herança de Renê, já que os processos não se afetam por serem de esferas diferentes”, afirmou o advogado. “O recurso contra a absolvição de Adriana tem a ver com a busca por justiça.”

Além dos processos movidos por Renata contra Adriana, a viúva também contesta na Justiça o direito da filha de Renê receber a quantia. Desde 2008, a ex-cabelereira move uma ação em que questiona se de fato a vítima é o pai de Renata, o que poderia tirá-la o direito à herança. 

Fonte: Terra

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