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'Um aluno invisível', diz diretor da escola sobre Wellington

9 abr 2011
05h48
atualizado às 10h02

Sempre isolado, de cabeça baixa e evitando falar com os colegas de turma. Era assim que Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, passou seu período escolar. Segundo o diretor da Escola Municipal Tasso da Silveira, Luís Marduk, de 55 anos, ele era "um aluno invisível". Não chamava atenção e passava despercebido entre os colegas e professores.

7 de abril - Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, foi baleado e se matou
7 de abril - Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, foi baleado e se matou
Foto: Jadson Marques / Agência Estado

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"Ele era introvertido, tinha dificuldade de trabalhar o coletivo. Era um aluno pouco notado, tanto para positivo quanto para o negativo. Nunca teve comportamento que saísse do normal. Nada que merecesse algum tipo de tratamento, de estratégia na questão de comportamento. Ele era um aluno invisível", disse Marduk.

Ex-colega de turma de Wellington, o carregador Jorge dos Santos, 25 anos, o considerava um aluno inteligente. "Ele nunca tinha dúvida de nada. Passava de ano sem dificuldade", lembrou ele. O office-boy Fábio dos Santos, 27 anos, contou que Wellington sempre se recusava a jogar futebol com os garotos da escola e que ficava na calçada de casa assistindo as partidas no campo que ficava perto do colégio. "Ele só tocava na bola quando ela caia no quintal da casa dele".

Atentado
Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e, segundo a polícia, se suicidou logo após o atentado. O atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola quando foi acionado. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.

Fonte: O Dia

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