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Suspeito confessa estupro e morte de meninas no rio Tietê

28 abr 2014 13h07
| atualizado às 17h09
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O corpo de Yara foi achado por pescadores a cerca de 500 metros da ponte que dá acesso à cidade
O corpo de Yara foi achado por pescadores a cerca de 500 metros da ponte que dá acesso à cidade
Foto: Facebook / Reprodução
<p>A amiga de Yara, Jhenifer Nayara, foi encontrado no dia 15 de abril</p>
A amiga de Yara, Jhenifer Nayara, foi encontrado no dia 15 de abril
Foto: Facebook / Reprodução

A morte das adolescentes Yara Barbosa, 14 anos, e Jhenifer Naiara da Silva, de 13, estupradas e assassinadas na noite de 12 de abril, foi solucionada nesta segunda-feira. As duas meninas foram encontradas mortas, sem roupas, no rio Tietê, no município de Pereira Barreto, a 50 kms de Andradina, interior de São Paulo, onde moravam. 

O vendedor Edson Francisco de Souza, 38 anos, confessou ser o autor dos crimes. Ele foi preso no sábado na cidade de Cianorte (PR), para onde fugiu após a polícia identificar o carro que ele utilizou, um Eco Sport, para dar carona às garotas e levá-las ao Tietê. A prisão de Souza ocorreu após Souza receber alta do hospital. Ele foi internado depois de tentar suicídio com veneno para ratos.

Segundo o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Tadeu Aparecido Coelho, Souza confessou que fez sexo com uma das garotas, estuprou outra e matou as duas, por afogamento. Ele as amarrou e depois jogou de cima da ponte sobre o rio Tietê. Em depoimento de quatro horas, Souza disse que praticou os homicídios sozinho e em duas etapas. “Ele contou que, primeiro, saiu do carro com Yara para manter relações sexuais com ela e depois disso, amarrou as mãos da moça para trás com uma meia e a jogou de cima da ponte”. A moça teria tentado escapar de Souza e gritado por socorro, mas sem sucesso. 

Suspeito de estupro e morte de duas meninas no rio Tietê é apresentado pelo delegado Tadeu Aparecido Coelho
Suspeito de estupro e morte de duas meninas no rio Tietê é apresentado pelo delegado Tadeu Aparecido Coelho
Foto: Chico Siqueira / Divulgação

Após, o acusado retornou ao carro, onde Jhenifer estava ouvindo música. Ele a enganou dizendo que a amiga estava nadando. Souza também teria despido a garota, feito sexo à força e amarrado os seus braços. Jhenifer, segundo o delegado, deu chutes e cabeçadas para tentar se defender, mas não conseguiu.

O delegado acredita que o suspeito agiu sozinho. Uma das evidências é que não existiam outras pessoas nas fotos do celular de Jhenifer, que foi encontrado por uma pescadora e entregue à família da garota no dia seguinte ao crime. Ele acredita no depoimento do suspeito porque, segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML) as meninas tiveram relações sexuais e possuíam água nos pulmões. "Ele poderia dizer que elas morreram afogadas na tentativa de uma salvar a outra", disse o delegado.

Segundo Tadeu Coelho, ele tinha passagens por estelionato e não conhecia as adolescentes. A aproximação com elas ocorreu após promessa de presenteá-las com joias e celulares. “Num primeiro momento, as meninas não aceitaram a carona, mas depois, na esquina adiante, elas acabaram entrando no carro, pois estava chovendo”, explicou o delegado. Segundo ele, a polícia realizará a reconstituição, antes de concluir a apuração do caso. O prazo do inquérito termina em nove dias.

Uma ajuda fundamental na prisão de Souza veio da mulher do suspeito, Thais Alves de Souza, que serviu como testemunha. Outro depoimento importante foi o do dono do carro usado no crime. Ele vendeu o veículo a Souza, mas o recuperou  por falta de pagamentos. 

O crime chocou a população, que saqueou e furtou a casa de Thais neste domingo. A PM chegou a tempo de impedir que vândalos incendiassem a residência, mas não evitou os furtos. Thais teve de fugir da cidade para se proteger. Na sexta-feira, o dono da Eco Sport e ocupantes tiveram de abandonar o veículo com portas abertas e correr até a delegacia para se protegerem de vândalos que tentavam linchá-los. 

Desde a manhã desta segunda-feira, uma multidão se reúne na frente da delegacia para pedir explicações ao delegado e esperar a chegada do acusado. No entanto, a polícia, por questões de segurança, não vai transferir Souza para Andradina. Ele deverá ficar numa cadeia em outra cidade.

Fonte: Especial para Terra
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