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SP: preso 2º suspeito de participar da morte de menino boliviano

29 jun 2013
22h18
atualizado em 30/6/2013 às 01h56
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A Polícia Civil prendeu neste sábado um segundo suspeito de participação no assalto que terminou com o assassinato de um menino boliviano de 5 anos, em São Paulo. Brayan Yanarico Capcha foi morto com um tiro na cabeça porque não parava de chorar durante o assalto a sua casa na madrugada de ontem. Na noite de hoje, um grupo de bolivianos fez uma manifestação para pedir justiça. Com a nova prisão, estão confirmados dois detidos preventivamente.

O outro suspeito preso confessou sua participação no crime. O acusado também revelou o nome das três pessoas que, segundo ele, tiveram participação no assassinato. A polícia não informou se o segundo preso estava entre os nomes indicados pelo suspeito. Os demais estão sendo procurados pela polícia. Os pais de Brayan, que estão no Brasil há seis meses, querem voltar para a Bolívia e sepultar o menino lá.

Crime bárbaro
O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira, quando os criminosos invadiram uma casa onde vivia uma família de bolivianos, que se mudou recentemente para São Paulo para trabalhar com confecção. Segundo a polícia, os bandidos se irritaram quando descobriram que as vítimas tinham apenas R$ 4,5 mil em casa e com o choro da criança. Antes de deixar a residência, um dos bandidos atirou na cabeça do menino Bryan Yanarico Capcha, cinco anos. 

Os suspeitos chegaram a pé ao local e renderam o pai, Ediberto Yanarico Quiuchaca, 28 anos, e o tio da criança, Carlos, quando entravam na residência. Eles estavam armados com quatro facas e dois revólveres. Entre oito e 10 pessoas que estavam na casa foram mantidas reféns. Inicialmente, foram dados R$ 3,5 mil aos ladrões, que pediram mais. Como a família continuava sendo ameaçada, o pai foi até o carro e entregou mais R$ 1 mil. Ainda assim, os criminosos insistiram que havia mais dinheiro no local.

Assustadas, as crianças choravam e faziam barulho, e os bandidos ameaçavam os reféns caso os gritos não parassem. Segundo o investigador Pinto, foi nesse momento que Bryan foi atingido com um tiro na cabeça. "Ele estava no chão, agachado com a mãe (Verônica Capcha Mamani, 24 anos)", contou o policial.

Familiares ainda tentaram levar a vítima a um hospital de São Mateus, mas o menino chegou morto ao local. Todos os bandidos fugiram a pé com o dinheiro e seguem foragidos. 

Fonte: Terra
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