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SP: polícia libera parte de manifestantes detidos em protesto contra tarifas

7 jun 2013
08h18
atualizado às 08h27
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Após o protesto na noite desta quinta-feira na região central de São Paulo, que terminou em confronto com a polícia e depredação na avenida paulista, 15 pessoas foram detidas e encaminhada para o 78ºDP, na região dos Jardins. Desses suspeitos, nove foram ouvidos e liberados em seguida, incluindo o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino Prazeres . Os outros seis detidos passaram a noite na delegacia, segundo informações do Bom Dia SP.

<p>Cartaz contra o aumento das tarifas foi abandonado por manifestantes na avenida Nove de Julho</p>
Cartaz contra o aumento das tarifas foi abandonado por manifestantes na avenida Nove de Julho
Foto: Fábio Santos / Terra

Dos que continuaram detidos, segundo o delegado de plantão Severino Pereira, quatro foram liberados no início da manhã, após pagamento de fiança. Alguns tiveram que arcar com o pagamento de um salário mínimo (R$678), por terem causado pequenos danos ao patrimônio. Outros, que causaram danos maiores, pagaram fiança de R$ 3 mil. Um dos detidos continua na delegacia porque não tem dinheiro para a fiança e o último acusado permanecerá preso, pois foi flagrado ateando fogo em via pública e, segundo o delegado, não terá direito à fiança.

O protesto
Nesta quinta-feira, um grupo de manifestantes fecharam a bifurcação entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, na região do Terminal Bandeira, no centro de São Paulo, por volta das 19h, e interditaram as vias queimando caixotes e itens de sinalização de trânsito. Os manifestantes entraram no Terminal Bandeira e, de acordo com a PM, danificaram e picharam ônibus. A polícia então utilizou munições químicas, como gás lacrimogêneo, e balas de borracha.

Segundo o grupo Movimento Passe Livre SP, que organizou o ato, o protesto reuniu 4 mil pessoas. Segundo a PM, o número é menor: 2 mil pessoas. O protesto se concentrou em frente ao Teatro Municipal, e saiu em passeata pelo acesso da avenida 9 de Julho por volta das 18h.

Sobre o viaduto Doutor Plínio de Queiroz, os manifestantes depredaram ônibus, quebrando vidros e pichando palavras de ordem nos veículos. No mesmo viaduto, as grades de proteção da pista central foram arrancadas e colocadas no meio da via para bloquear a passagem da polícia e de carros.

Manifestantes picham ônibus e arrancam grades em SP

Após o confronto na região do Terminal Bandeira, os manifestantes se encaminharam para a avenida Paulista. O trânsito no local precisou ser interditado. 

Na avenida Paulista, os manifestantes bloquearam um dos sentidos da via e destruíram uma banca de revista. Eles seguiram em passeata em direção ao bairro Paraíso. A polícia acompanha a manifestação com helicóptero e está disparando bombas de gás lacrimogêneo. A via só foi liberada por volta das 22h.

Aumento de tarifa
As tarifas de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no domingo. A prefeitura informou que a proposta de reajuste, de 6,67%, foi enviada em 22 de maio à Câmara de Vereadores. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota. A previsão é que haja pagamento de R$ 1,25 bilhão em subsídios ao sistema de ônibus em 2013.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) também alegou que o reajuste é menor que a inflação no período de janeiro de 2012 a maio de 2013, que foi de 7,2%. "Ao comprar uma passagem no Metrô, o passageiro tem acesso aos 74,3 quilômetros da malha metroviária e aos 260 quilômetros da rede ferroviária da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)", disse a empresa em nota.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou, junto com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que o preço abaixo da previsão é um esforço feito para colaborar com o governo federal, que enfrenta dificuldades para manter a inflação no teto da meta estabelecida (6,5%).

Ele também havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para as passagens de ônibus, trem e metrô. O decreto foi publicado na semana passada, mas não houve manifestação da administração municipal.

 

Fonte: Terra
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