publicidade
02 de abril de 2014 • 11h43 • atualizado às 12h36

SP: polícia já tem retrato falado de esquartejado

Reconstituição feita a partir da cabeça, encontrada há uma semana na praça da Sé, ainda não será divulgada para preservar familiares

  • Janaina Garcia
    Direto de São Paulo
 

A Polícia Civil de São Paulo já conta com um retrato falado da vítima de um esquartejamento investigado na capital paulista desde o último dia 23. A reconstituição facial digital foi elaborada pela Polícia Técnico-Científica a partir de uma cabeça encontrada na última quinta-feira na praça da Sé, região central da cidade.

De acordo com o delegado que chefia as investigações no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Itagiba Franco, é a reconstituição que deverá auxiliar os trabalhos de identificação da vítima e “dar mais objetividade” a eles. A polícia não tem ainda um suspeito do crime, mas analisa imagens de câmeras de segurança da praça da Sé e de ruas do bairro de Higienópolis, onde membros inferiores e superiores da vítima foram primeiramente encontrados, no dia 23.

Segundo o delegado, o retrato não deve ser divulgado à imprensa até que a vítima –um homem com idade entre 30 e 40 anos –tenha a identificação confirmada por familiares e por análise de DNA. Na segunda-feira passada, por exemplo, supostos filhos e mulher de um homem desaparecido fizeram um reconhecimento prévio da cabeça e das imagens da reconstituição digital, mas precisaram ser submetidos à coleta de material genético, no Instituto Médico Legal (IML), para confronto com o material coletado da vítima.

“A família é de São Paulo, mas vamos preservá-la até porque, pela identificação que ela fez, não ficou 100% delineado para a polícia que se trata de quem os familiares afirmam ser”, disse o delegado, que completou: “Vamos aguardar a análise do material genético coletado, o que deve ficar pronto entre 15 e 30 dias. Mas precisamos, sempre, ter cautela.”

Região pubiana ainda não foi encontrada
O caso intriga a Polícia Civil paulista desde o dia 23. Naquele dia, um domingo, um catador de papelão acionou a Polícia Militar pouco depois das 9h depois de encontrar um saco de lixo com braços e pernas humanos próximo ao cruzamento das ruas Sergipe e Sabará. Os dedos das mãos estavam sem as pontas, o que possibilita a identificação pela coleta de impressões digitais.

O segundo saco, de acordo com a PM, foi encontrado na mesma região, por volta de meio-dia, também no dia 23, mas perto do cruzamento das ruas Mato Grosso e Coronel José Eusébio. Nele, estava o tronco da vítima.

A cabeça da vítima foi encontrada na quinta-feira, dia 27, às 12h15, por um morador de rua da praça da Sé. Em estado de decomposição já avançado, o órgão estava em um saco abandonado próximo a um espelho d’água localizado na parte lateral da praça.

A região pubiana ainda não foi encontrada. Segundo o DHPP, uma denúncia recebida semana passada teria orientado a polícia a centrar o foco das investigações no Brás (região central de SP), mas não foram dados mais detalhes.

 

Terra