SP: polícia crê em homicídio em caso de paraquedista morto

atualizado às 17h20
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Hermano Freitas
Direto de São Paulo

A Polícia Civil de Boituva, a 100 km de São Paulo, registrou como homicídio simples a morte de um paraquedista atropelado por um avião naquela cidade na tarde da segunda-feira. O dono da aeronave e o piloto foram encaminhados à delegacia e prestaram depoimento ainda no dia da tragédia. Os outros dois paraquedistas foram ouvidos pelo delegado no hospital, segundo boletim de ocorrência divulgado nesta terça.

O paraquedista Alex Adelmann, 34 anos, morreu após ser atingido por um avião por volta das 16h última segunda-feira em uma área rural da cidade e foi velado no Cemitério da Saudade na tarde desta terça. De acordo com informações do cemitério, Alex foi velado nesta terça até as 14h e será levado a Sorocaba, onde será cremado. O mesmo avião que levava as três vítimas para o salto foi o que as atingiu. Alex, que saltou sozinho, sofreu o choque e foi arremessado contra os dois homens que saltavam juntos.

"Não temos elementos ainda para indiciar o piloto, mas de alguma forma houve imprudência, negligência ou imperícia de alguém", disse o delegado Carlos Antônio Antunes, que investiga o caso. O nome do suspeito não foi divulgado por ainda não ter sido pedido o indiciamento.

Os três paraquedistas envolvidos no acidente foram encaminhados ao Hospital São Luiz. Alex perdeu a consciência ao ser atingido pelo avião de onde haviam saltado. O paraquedas chegou a abrir automaticamente e reduzir o impacto com o solo. Mesmo assim, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital São Luiz. Os outros dois, que foram atingidos por Alex depois do impacto, sofreram fraturas e não correm risco de morte.

O acidente ocorreu por volta das 16h, em Campos de Boituva, interior do município. De acordo com os bombeiros, os paraquedistas foram atingidos ainda quando estavam em queda livre.

Terra

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