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SP: menina de 11 anos diz ter sido abusada por 6 em escola

17 set 2014
10h19
atualizado às 10h40
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Uma criança de onze anos teria sido abusada sexualmente por alunos da escola estadual onde estuda em Bauru, no interior de São Paulo. A família da menina procurou a Polícia Civil, que está investigando o caso.

Sala de aula da Escola Estadual Padre Antônio Jorge Lima, em Bauru
Sala de aula da Escola Estadual Padre Antônio Jorge Lima, em Bauru
Foto: Facebook / Reprodução

Ao chegar em casa, na tarde desta segunda-feira, após as aulas na escola estadual Padre Antônio Jorge Lima, no bairro Nobuji Nagasawa, a menina relatou à mãe que foi cercada no corredor por seis meninos – três de 11 anos, dois de 12 e um de 13. Segundo o relato, enquanto um deles tapava a boca da garota, os demais acariciavam as partes íntimas dela.

A mãe da jovem diz que a filha chegou em casa aos prantos. “Ela não conseguia nem se expressar, falei pra ela se acalmar. Aí ela me contou que tinha ido até a diretoria levar uma autorização e quando ela retornou os meninos agarraram ela no corredor. Uma menininha que estava próxima dela chegou e tentou ajudar. Ela desceu correndo, mas não tinha uma diretora, uma vice-diretora na escola. Aí a menininha voltou pra sala de aula. Foi quando uma professora viu e os meninos saíram correndo”, conta a mãe, que pediu para não ser identificada.

A mulher explica ainda que a professora registrou uma ocorrência interna na instituição e que a menina foi dispensada em seguida. “Não se preocuparam em ligar pra gente, como se nada tivesse acontecido”, critica. “Depois a gente foi até a escola e só tinha uma coordenadora e ela mesma falou que não tem funcionário lá. Isso já está se repetindo faz tempo. Tanto é que quando a polícia chegou não tinha nenhum responsável pela escola. Só tinha essa coordenadora e ela estava apavorada”, revela.

A delegada responsável pelo caso, Priscila Bianquini, afirma que não houve outro tipo de abuso além das carícias. Porém, devido a recente mudança no Código Penal, o que antes era considerado ato libidinoso, hoje é tratado como estupro. Ela explica que um beijo ou uma simples carícia, sem consentimento, é considerado abuso sexual pela legislação.

Bianquini ainda não ouviu formalmente a vítima e os agressores. “Pretendo intimar todos os envolvidos com seus respectivos pais ou responsáveis na Delegacia de Defesa da Mulher ainda esta semana (DDM)”, disse.

Ainda segundo a delegada, os meninos de 11 anos estão sujeitos a medidas protetivas, já os demais poderão receber medidas socioeducativas que vão desde advertência a internação na Fundação Casa. Ela explica que nenhum professor ou diretor deverá responder criminalmente e que fica a critério da Secretaria Estadual da Educação puni-los internamente. Já a vítima será encaminhada pela Polícia Civil para acompanhamento psicológico.

A mãe da menina diz ainda que foi orientada a mudar a filha de escola. “A gente não vai ficar seguro né? Se dentro da escola ela não tem segurança, onde vai ter? Buscar e levar a gente já faz isso, mas e dentro da escola? Porque isso aconteceu dentro da escola e não fora”, desabafa. “Ela (filha) está muito abalada, porque ela não é uma criança de ficar na rua nada, ela é frágil, criada dentro de casa. E isso que a gente fica mais revoltado”, conclui.

Secretaria vai investigar
Em nota, a Diretoria Regional de Ensino de Bauru diz que repudia o ocorrido contra a aluna. De acordo com o comunicado, os responsáveis pelos cinco estudantes – e não seis, conforme ela informou à polícia -  foram convocados e todas as medidas serão tomadas seguindo o regimento escolar.  Eles foram suspensos das aulas.

A Secretaria Estadual de Educação informou ainda que a unidade de ensino possui agentes de organização escolar, que são responsáveis por monitorar os alunos. Uma equipe de supervisores foi designada pela diretoria regional para averiguar a conduta dos funcionários e da direção da escola. A pasta afirma ainda que administração regional prestará todo o apoio à aluna e à família dela e que está à disposição da polícia.

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Especial para Terra

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