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SP: Justiça autoriza exumação do corpo de Marcos Matsunaga

15 jan 2013
23h17
atualizado às 23h22
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O juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri de São Paulo, deferiu o pedido de exumação do corpo do empresário Marcos Matsunaga para realização de nova perícia. O pedido foi feito pela defesa de Elize Matsunaga, acusada de matar a vítima - seu marido -, após descobrir que ele mantinha um relacionamento extraconjugal. A nova perícia servirá para determinar o exato momento de sua morte, pois há dúvidas se ele teria morrido em razão do tiro que atingiu sua cabeça ou se ainda estava vivo no momento em que seu corpo foi esquartejado.

Elize Matsunaga foi presa pela morte do marido, Marcos Matsunaga
Elize Matsunaga foi presa pela morte do marido, Marcos Matsunaga
Foto: Diogo Moreira/Frame / Terra

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A partir da decisão judicial, o Ministério Público e os defensores da ré terão três dias para apresentar outras questões a serem respondidas pelo perito e indicar assistente técnico. No fim do prazo, o perito terá dez dias para elaborar o laudo. O juiz indeferiu ainda, na mesma decisão, um pedido dos advogados para retirar os depoimentos de duas testemunhas.

O caso

Executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, foi considerado desaparecido em 20 de maio deste ano. Sete dias depois, partes do corpo foram encontradas em Cotia, na Grande São Paulo. Segundo apuração inicial, o empresário foi assassinado com um tiro e depois esquartejado. Principal suspeita de ter praticado o crime, a mulher dele, a bacharel em Direito e técnica em enfermagem Elize Araújo Kitano Matsunaga, 38 anos, teve a prisão temporária decretada pela Justiça no dia 4 de junho. Eles eram casados há três anos e têm uma filha de 1 ano. O empresário era pai também de um filho de 3 anos, fruto de relacionamento anterior.
 
De acordo com as investigações, no dia 19 de maio, a vítima entrou no apartamento do casal, na zona oeste da capital paulista e, a partir daí, as câmeras do prédio não mais registram a sua saída. No dia seguinte, a mulher aparece saindo do edifício com malas e, quando retornou, estava sem a bagagem. Durante perícia no apartamento, foram encontrados sacos da mesma cor dos utilizados para colocar as partes do corpo esquartejado do executivo. Além disso, Elize doou três armas do marido à Guarda Civil Metropolitana de São Paulo antes de ser presa. Uma das armas tinha calibre 380, o mesmo do tiro que matou o empresário.
 
Em depoimento, dois dias depois de ser presa, Elize confessou ter matado e esquartejado o marido em um banheiro do apartamento do casal. Ela disse ter descoberto uma traição do empresário e que, durante uma discussão, foi agredida. A mulher ressaltou ter agido sozinha. No dia 19 de junho, o juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri no Fórum da Barra Funda, aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e decretou a prisão preventiva da acusada.

 

Fonte: Terra
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