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SP: adolescente suspeito de matar a família citou massacre no Facebook

6 ago 2013
18h32
atualizado em 7/8/2013 às 06h10
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O adolescente Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, apontado como suspeito de ter matado os pais - dois policiais militares-, a avó e uma tia-avó, na madrugada de segunda-feira, citou em sua página no Facebook, no dia 19 de dezembro de 2012, um famoso caso de massacre ocorrido em 1974, nos Estados Unidos.

O jovem de 13 anos postou em seu Facebook uma imagem do caso de Amityville com a legenda "Quando você perceber, terá se cagado de medo"
O jovem de 13 anos postou em seu Facebook uma imagem do caso de Amityville com a legenda "Quando você perceber, terá se cagado de medo"
Foto: Reprodução

Marcelinho, como era conhecido pelos amigos mais próximos, compartilhou uma imagem na qual apareceria um fantasma do famoso caso do Massacre de Amityville, no qual Ronald Joseph "Butch" DeFeo Jr. assassinou os pais, dois irmãos e duas irmãs. Na imagem compartilhada pelo jovem Pesseghini, investigadores de causas sobrenaturais teriam flagrado uma imagem que seria o "espírito" de um dos irmãos do assassino.

O caso de Amityville é fonte de inspiração de diversas obras de terror, como os livro The Amityville Horror, de 1975, e o filme homônimo, lançado em 2005. A história americana, no entanto, é bastante semelhante à tese levantada pela Polícia Civil de São Paulo.

Na madrugada do dia 13 de novembro de 1974, Ronald DeFeo Jr. surpreendeu todos os seus parentes, que dormiam na mansão Amityville. Armado com um rifle, ele matou os pais - Ronald e Louise DeFeo - e quatro irmãos: Dawn, 18 anos; Allison, 13 anos; Marc, 12 anos; e John Mathew, 9 anos. Todos foram encontrados mortos em suas camas, sem sinais de defesa.

Após o crime, o assassino foi até um bar e disse aos amigos que achava que os pais haviam sido baleados. Um pequeno grupo de pessoas, então, foi até a mansão e acionou a polícia. Segundo a versão inicial de Ronald DeFeo Jr., os pais teriam sido vítimas da máfia - versão que não convenceu a polícia. No dia seguinte, ele confessou o crime, dizendo que "não conseguia parar".

No caso do massacre paulistano, a Polícia Civil acredita que Marcelo Eduardo Bova Pesseghini tenha executado seus familiares da mesma maneira que Ronald. Com a arma da mãe, uma pistola .40, ele teria assassinado o pai, o sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, a mãe, a cabo da PM Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos, a avó Benedita de Oliveira Bovo, 65 anos, e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, 55 anos.

Após o crime, o jovem teria pegado o carro da família e dirigido até a escola, que fica a 5 quilômetros do local do crime. Após assistir à aula, ele teria retornado ao lar e se matado.

Assim como no caso americano, vizinhos da família também não ouviram os disparos dos tiros. E, nos dois casos, a polícia surpreendeu-se com o fato de não haver sinais de luta por parte de nenhum dos parentes.

A página no perfil do Facebook de Marcelo Eduardo foi excluída nesta terça-feira, e outro perfil, com o mesmo nome, foi adicionado recentemente nas redes sociais.

Chacina de família desafia polícia em São Paulo
Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

Garoto teria contado a amigo desejo de matar os paisClique no link para iniciar o vídeo
Garoto teria contado a amigo desejo de matar os pais

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio. A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.

Fonte: Terra

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