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Sobe para 3 o nº de mortos em ação da PM nas favelas do Rio

23 nov 2010
17h36
atualizado às 19h14
Luís Bulcão Pinheiro
Direto do Rio de Janeiro

Subiu para três o número de mortos em operações da Polícia Militar em favelas do Rio nesta terça-feira, em resposta a onda de ataques que a capital tem sofrido nos últimos dias. Em uma operação do 17° BPM, na Ilha do Governador, um suposto traficante morreu e os policiais apreenderam uma pistola 9 mm e 200 papelotes de cocaína.

Outro suspeito morreu nesta terça-feira durante uma operação do 16° BPM na favela de Merendiba, na Vila Cruzeiro, zona norte da cidade. Os policiais ainda aprenderam um fuzil AK-47. Na mesma região, a PM prendeu um suspeito de ser o gerente de tráfico de Meredinba, Marcos Henrique da Silva Freitas, 31 anos, e recolheu 287 papelotes de cocaína com ele. A ocorrência foi encaminhada para a 22ª DP (Penha).

Mais cedo, um suspeito de tráfico de drogas morreu em confronto com policiais do 22° BPM no morro Mandela, no complexo de Manguinhos. Outras onze pessoas foram detidas desde segunda-feira. Segundo a PM, todas 17 as favelas são controladas pelo Comando Vermelho, facção criminosa acusada de ter iniciado os ataques.

Balanço
A Polícia Militar divulgou, por volta das 18h desta terça-feira, o balanço parcial das operações nas 17 favelas cariocas. Segundo a PM, cinco pessoas foram presas nesta terça-feira, alem de dois menores apreendidos.

Foram apreendidos um fuzil e duas pistolas, além de 50 kg de maconha e mais de 2 mil sacolés de cocaína. A PM ainda recolheu 4 l de gasolina e uma garrafa de coquetel molotov, material inflamável semelhante ao que teria sido utilizado nos ataques. Um veículo roubado foi recuperado.

Violência
A onda de ataques teve início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro.

Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso.

Ainda no domingo, em arrastão na Via Dutra, uma quadrilha armada bloqueou um trecho da pista sentido São Paulo, na altura de Pavuna, e roubaram um Kia Cerato e um Prisma. Na ação, uma das vítimas, identificada como Guilherme Feitosa da Silva, 26 anos, foi baleado na cabeça e levado em estado grave para o Hospital Getúlio Vargas.

Na manhã de segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à avenida Brasil, em Irajá, também na zona norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos - uma van de passageiros que fazia o trajeto de Belford Roxo para o Centro, um Monza e um Uno. Também na segunda pela manhã, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que queimaram os carros no Trevo das Margaridas.

À noite, criminosos atearam fogo em outros dois veículos na rodovia Presidente Dutra, sentido Capital, na altura da Pavuna. Na zona norte, uma cabine da Polícia Militar (PM) foi metralhada próximo ao shopping Nova América, em Del Castilho.

Já na manhã desta terça-feira, dois homens foram mortos a tiros em um Honda Civic na rodovia Washington Luís, altura do km 122. A PM diz que não há relação entre este crime e os ataques anteriores.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atribuiu a escalada de violência à atuação do Estado no combate à criminalidade nas favelas. "Sem dúvidas isso tem relação com a nossa política de segurança pública", afirmou, referindo-se à implantação de unidades de polícia pacificadora (UPPs).

Nesta terça-feira, a cúpula da Polícia Militar anunciou a operação "Fecha Quartel", que prevê colocar todos os homens nas ruas para reforçar o patrulhamento. A PM informou que reduzirá as folgas dos policiais gradativamente até o ano que vem, além de prometer a contratação de 7 mil policiais. Para o combate ao crime, a corporação ainda utilizará o Batalhão de Choque e 140 motocicletas.

Com informações de O Dia.

Fonte: Especial para Terra
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