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Sanguessuga: MPF-SE processa Planam e mais 4 por fraude

23 fev 2010
15h51
atualizado às 15h55

Os empresários responsáveis pela Planam e quatro empresas envolvidas no esquema que ficou conhecido como Sanguessuga são alvos de mais uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal em Sergipe (MPF-SE). Eles são acusados de participarem de fraude a uma licitação que visava à compra de uma ambulância para o município de São Domingos.

O ex-prefeito de São Domingos e outros agentes públicos que teriam participado dessa fraude são réus de uma ação movida pela Advocacia-Geral da União (AGU). Esta outra ação, porém, não inclui entre seus réus os empresários que estão sendo processados pelo MPF.

A licitação fraudada custou aos cofres públicos R$ 98 mil em valores não atualizados. As provas presentes no processo apontam que houve superfaturamento de cerca de 45% do valor real do veículo.

O esquema, que atuou em praticamente todos os Estados do País durante cinco anos, utilizaria recursos provenientes de emendas parlamentares direcionadas à área da saúde, principalmente à compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares.

Nesta ação de improbidade, são acusados nove empresários: Darci José Vedoim, Luiz Antônio Vedoim, Clélia Maria Vendoim, Alessandra Vedoim, responsáveis pela Planam; Marco André Esteves dos Anjos, responsável pela Esteves & Anjos; João Carlos Santos da Silva e Celeste Regina Manhães, responsáveis pela NV Rio; Adilson da Silva Guimarães, responsável pela Adilvan Distribuidora; e Ronildo Pereira de Medeiros, responsável pela Frontal.

Caso sejam condenados, os réus poderão ser obrigados a ressarcir o dano causado aos cofres públicos, pagar multa, perder os direitos políticos por até oito anos e ser proibidos de contratar com o Poder Público por até cinco anos.

Fonte: Redação Terra
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