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RS: operação aprende armas e fuzil que custa R$ 35 mil no mercado negro

Polícia Civil do Rio Grande do Sul diz que está foi a maior apreensão de fuzis no Estado este ano

17 jul 2013
11h43
atualizado às 11h44
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Três fuzis foram apreendidos nesta quarta-feira no morro da Cruz, em Porto Alegre (RS), durante a Operação Resgate. O armamento seria entregue a traficantes da capital gaúcha. Entre as armas está o Colt M4, fabricado nos Estados Unidos e que pode chegar a custar até R$ 35 mil no mercado negro, segundo a polícia. É usado pelas Forças Armadas dos EUA, de Israel, Afeganistão, Iraque, Brasil, Colômbia e Equador.

Operação da Polícia Civil apreendeu fuzis no morro da Cruz, na capital gaúcha, nesta quarta-feira
Operação da Polícia Civil apreendeu fuzis no morro da Cruz, na capital gaúcha, nesta quarta-feira
Foto: Polícia Civil do RS / Divulgação

Batismo de fogo: veja nomes “inusitados" das operações policiais

Um suspeito de tráfico de 24 anos foi detido em flagrante. De acordo com a polícia, o homem tem antecedentes por tentativa de homicídio efoi encaminhado ao Presídio Central. Também foram apreendidos cerca de 700 gramas de maconha, dinheiro e um veículo VW Golf.

A operação foi feita por policiais da 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (1ª DIN) do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), coordenados pelo delegado Mário Souza. Segundo o delegado Heliomar Franco, diretor da DIN/Denarc, o uso deste tipo de armamento pesado no tráfico de drogas não é comum no Estado. Entretanto, ele diz que "não se pode desconsiderar a possibilidade de traficantes gaúchos estarem buscando essas armas com traficantes de organizações criminosas do Rio de Janeiro ou São Paulo, onde estes armamentos são mais encontrados e usados pelos criminosos".

A existência do depósito de armas no morro da Cruz foi descoberta durante uma investigação que durou seis meses. Os fuzis, em excelente estado de conservação, estavam enterrados no terreno de uma das casas existentes no local. 

Segundo o que foi apurado pela polícia, traficantes de drogas haviam comprado o armamento pesado com a finalidade de demonstrar força frente a outras facções criminosas do narcotráfico da capital. "Estes criminosos também poderiam partir para ações de domínio e expansão de territórios do tráfico de drogas, as conhecidas tomada de bocas”, explicou Souza. "Apontar com certeza qualquer facção como a possível compradora neste momento é precipitado, pois as investigações continuam e na capital estamos acompanhando pelo menos dois locais em que há possibilidade de estar acontecendo enfrentamentos de organizações rivais do tráfico" - afirmou o delegado.

A operação recebeu o nome de Resgate porque o foco da investigação foi a retirada imediata de circulação das armas. "A ação foi rápida e pontual por entender que não era possível continuar com a investigação integralmente, tendo em vista o grande poder de fogo que estes armamentos representariam nas mãos de traficantes gaúchos", explicou Souza.

 

Fonte: Terra
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