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Roubo milionário a Itaú tem 2 investigações paralelas em SP

14 set 2011
15h46
atualizado às 15h48
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Hermano Freitas
Direto de São Paulo

O assalto milionário durante o qual joias foram roubadas de cofres particulares de uma agência do banco Itaú na avenida Paulista, em São Paulo, é conduzida por duas delegacias ao mesmo tempo. Enquanto a unidade do departamento especializado em crime organizado apura o assalto, uma delegacia da região Sul investiga a quadrilha responsável.

A explicação para a dupla apuração, que começou mais de uma semana atrasada por uma suposta falha da polícia, é a experiência do titular do 69° Distrito Policial (Teutônio Vilela). Ruy Ferraz Fontes foi por muitos anos titular da delegacia de Roubo a Banco do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) e teria informações capazes de solucionar o crime de forma mais rápida.

O delegado-geral da Polícia Civil paulista, Marcos Carneiro Lima, diz que não há duplo comando na solução e diz que as investigações são complementares. "Foi colocado isso de forma muito transparente e todas as informações são compartilhadas entre uma e outra", diz. A Secretaria de Segurança Pública foi procurada mas não se posicionou oficialmente.

O assalto ocorreu entre a noite do 27 de agosto e a madrugada do dia seguinte, mas só cinco dias depois a delegacia de roubo a bancos do Deic foi acionada. Como os cofres eram particulares, não foi realizado um levantamento completo sobre os bens levados, mas a polícia acredita em um prejuízo de milhões de reais em jóias. O alarme estava desligado e o botão de pânico foi desativado pelos criminosos, que foram até o subsolo do prédio e chegaram a pedir lanches durante a ação.

Pelo menos 170 cofres alugados foram arrombados, de acordo com as investigações. O secretário de Segurança Pública do Estado apontou "um suposto problema no registro do crime". "Se, de fato, houve um hiato entre a comunicação do distrito e o início das investigações da 5ª Delegacia de Roubo a Banco, nós vamos apurar e apontar responsáveis", afirmou Ferreira Pinto no último dia 7.

Terra

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