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RJ: última UPP do ano deve ser implantada em Niterói ou na Mangueira

5 abr 2011
01h44

Até o fim do ano, apenas mais uma comunidade do Rio de Janeiro deverá ser ocupada pela polícia. A previsão é de que a ação só ocorra a partir de outubro. Segundo o planejamento da Secretaria Estadual de Segurança, não haverá tempo para formar policiais militares suficientes para trabalhar em uma quantidade maior de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

As próximas turmas de PMs devem concluir seu curso de formação até o início de julho. Parte desse efetivo será empregada nas UPPs do Morro de São Carlos, no Estácio, e dos complexos da Penha e do Alemão. A primeira comunidade, ocupada em fevereiro, continua patrulhada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), enquanto o efetivo que vai integrar o quadro da UPP não se forma. Já os dois complexos são patrulhados pelo Exército com o apoio de PMs. Os demais recrutas irão para a nova UPP.

A Secretaria de Segurança ainda não bateu o martelo sobre a localização da unidade, mas duas áreas já estão com os mapeamentos prontos e os planejamentos definidos: Mangueira e Niterói.

O modelo carioca de pacificação poderá ser exportado para outros países em breve. Especialistas em segurança americanos que deram palestras a policiais do Rio admitiram ontem que alguns aspectos do projetos das UPPs podem ser adaptado à realidade de comunidades dos Estados Unidos.

"Tivemos uma tentativa de fazer isso, mas não encontrávamos vontade política e sabedoria de como fazer as coisas acontecerem. Os policiais militares no Rio se transformaram em embaixadores das comunidades num prazo de tempo muito curto, o que é incrível", afirmou o americano Rick Hite.

Mudança na comunicação social da PM
Ontem, o novo coordenador de Comunicação Social da PM tomou posse. O coronel Ibis Silva Pereira assumiu o cargo no lugar do coronel Henrique Lima Castro, que assume hoje como o novo comandante da Guarda Municipal.

Formado em Direito e em Filosofia, Ibis está na corporação há 27 anos e comandou a Escola Superior da PM, o 26º BPM (Petrópolis) e foi subcomandante do 7º CPA, entre outras funções. Amante de literatura, o coronel pretende disseminar entre a tropa o hábito da leitura. "Acredito que a leitura torna o ser humano melhor", disse.


Fonte: O Dia

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