Polícia

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25 de setembro de 2012 • 10h57 • atualizado às 13h54

RJ: sobe para 38 o número de presos por irregularidades no Detran

Operação Asfalto Sujo foi desencadeada nesta terça-feira no Rio de Janeiro
Foto: Carlos Grevi / Futura Press

O número de presos pela Operação Asfalto Sujo da Polícia Civil do Rio de Janeiro chega a 38 pessoas, segundo balanço divulgado às 13h25 desta terça-feira. O objetivo da ação desencadeada hoje, além de cumprir 41 mandados de prisão e 67 de busca e apreensão, é a de acabar com uma quadrilha de funcionários do Detran que, mediante a pagamento de propina, faziam vistorias ilegais.

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A ação é realizada pela Corregedoria do Detran, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com a ajuda de 200 agentes da Polícia Civil. Os funcionários acusados eram despachantes e zangões que atuavam em pelo menos quatro postos de vistoria. A operação foi articulada nos municípios de Itaboraí, São Gonçalo, Niterói, Tanguá, Rio Bonito, Cachoeiras de Macacu, Magé, Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Campos, São Fidélis e Bom Jesus do Itabapoana.

De acordo com a denúncia, a quadrilha agia desde julho de 2009 e lucrava cerca de R$ 200 mil por mês. A prática da "vistoria fantasma" era a fraude mais comum. Segundo investigações, documentos referentes à vistoria do veículo para licenciamento anual eram emitidos sem que o carro fosse levado ao posto do Detran. Despachantes credenciados ou zangões envolvidos no esquema distribuíam propina entre os vistoriadores, peritos, técnicos de controle, certificador, supervisor e, em alguns casos, até para o chefe e o subchefe do posto de vistoria.

Outra irregularidade descoberta foi a conhecida como "pulo", quando funcionários do órgão autorizavam a transferência de propriedade de um veículo para uma pessoa, mesmo quando o recibo de compra e venda estava preenchido e assinado por comprador diferente, o que ocasionava a quebra na cadeia de proprietários e o não pagamento da taxa de transferência de propriedade. Também era comum a autorização ilegal de transferência de propriedade de carro sem que o recibo de compra e venda estivesse assinado pelo comprador ou pelo vendedor, ou sem reconhecimento de firma, fraude conhecida como "R".

Na investigação, foi constatado também que funcionários do órgão recebiam dinheiro para fazer vista grossa em algumas vistorias e aceitar a regularização de carros sem condições de circular, com pneus carecas, vidros e lanternas quebrados, entre outros problemas. A quadrilha, segundo a denúncia, tinha uma tabela de propina, com valores que variavam de R$ 50 a R$ 1.200.

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