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RJ: polícia divulga foto de homem acusado de matar cinegrafista

Caio Silva de Souza foi detido por envolvimento com tráfico de drogas há quatro anos, mas crime não foi comprovado e ele não foi indiciado

11 fev 2014
10h52
atualizado às 14h52
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou, na manhã desta terça-fira, o retrato do suspeito de ter acendido o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, durante protesto contra a tarifa de ônibus na última quinta-feira. Hoje, policiais da 17 ª DP, em São Cristóvão, fazem buscas em diversos pontos do Estado para cumprir o mandado de prisão temporária contra Caio Silva de Souza, 23 anos.

Fotografia de Caio Silva de Souza, divulgada pela Polícia Civil
Fotografia de Caio Silva de Souza, divulgada pela Polícia Civil
Foto: Divulgação

O suspeito tem antecedentes criminais por tráfico de drogas entre suas quatro passagens pela polícia. Caio Silva de Souza foi detido  em 2010 pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e tem ocorrências em seu nome registradas na 53ª DP (Mesquita) e na 56ª DP (Comendador Soares), ambas na Baixada Fluminense, onde ele mora. No entanto, nada foi comprovado, e o suspeito nunca foi indiciado. Como não foi encontrado em seus endereços, ele é considerado foragido. 

O mandado de prisão por homicídio doloso qualificado por uso de explosivo foi expedido na noite desta segunda-feira, pela Justiça. De acordo com a nota do TJ, "há evidentes necessidades de se resguardar a instrução, a fim de que as demais provas sejam colhidas pela autoridade policial garantindo-se, ao final, a instrução da causa, que é de grande repercussão e que merece integral apuração, dada a lesividade social que os eventos violentos havidos nas recentes manifestações nesta cidade não mais se repitam".

Atingido em protesto, cinegrafista tem morte cerebral

Santiago foi atingido na cabeça por um rojão durante a cobertura de um protesto contra o aumento do preço do ônibus no Centro do Rio de Janeiro, no dia 6 de fevereiro. Além dele, outras seis pessoas ficaram feridas na mesma manifestação. 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, o cinegrafista chegou em coma ao hospital municipal Souza Aguiar. Ele sofreu afundamento do crânio, perdeu parte da orelha esquerda e passou por cirurgia no setor de neurologia. A morte encefálica foi informada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) no início da tarde do dia 10 de fevereiro, após ser diagnosticada pela equipe de neurocirurgia do hospital, onde ficou internado no Centro de Terapia Intensiva desde a noite do dia 6.

Para delegado que investiga morte de cinegrafista, houve intenção de matar

O tatuador Fábio Raposo confessou à polícia ter participado da explosão do rojão que atingiu Santiago. Ele foi preso na manhã de domingo em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. O delegado Maurício Luciano, titular da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão) e responsável pelas investigações, disse que Fábio já foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado e crime de explosão e que a pena pode chegar a 35 anos de reclusão.

O tatuador ajudou a polícia a reconhecer um segundo responsável pelo disparo do artefato que causou a morte do cinegrafista. Raposo, preso no complexo penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, afirmou, de acordo com o relato do delegado, que “eles se encontravam em manifestações e que esse rapaz tem perfil violento.”

Fonte: Terra
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